Por Guilherme W. Almeida
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aprovou a OPA (Oferta Pública de Aquisição) promovida pela incorporadora HBR Realty com o objetivo de assumir o controle da Helbor, empresa do mesmo ramo. Com a operação, a HBR espera atingir a participação necessária para cancelar a listagem da companhia adquirida no mercado aberto.
Segundo fato relevante publicado pela HBR, a OPA poderá abranger até a totalidade das ações ordinárias da Helbor, excetuadas as ações mantidas em tesouraria —recompradas no mercado pela própria companhia.
O pagamento será feito em permuta de ações, ou seja, a HBR pagará pela participação na Helbor utilizando papéis de sua própria emissão. Uma ação da Helbor vale, segundo avaliação apresentada no edital da OPA, 0,81553398 ação da HBR, equivalente a R$ 2,52 por papel.
O leilão de aquisição ocorrerá no sistema eletrônico de negociação da B3 em 28 de outubro de 2026, às 15h, conforme detalhes do edital definitivo da OPA.
Conforme comunicado da compradora, a liquidação do negócio depende, entre outras condições, da aquisição do controle da Helbor pela HBR e da aprovação por mais de dois terços dos titulares de ações da Helbor em circulação. Se uma delas não ocorrer, a compra é cancelada e a Helbor segue listada.
Hoje, a HBR não detém ações da Helbor. Mas ambas têm os mesmos donos: Hélio Borenstein S.A., Henrique Borenstein e Henry Borenstein. A família controla 50,1% da Helbor e 52,4% da HBR. Os controladores se comprometeram a vender as próprias ações apenas se o quórum de dois terços for batido. Eles receberão o mesmo valor por ação dos demais acionistas.
Entre os objetivos da operação citados no edital estão três: capturar sinergias operacionais, financeiras e administrativas; cortar os custos de manter o registro de companhia aberta; e oferecer aos acionistas da Helbor a chance de participar do potencial de geração de valor da HBR na nova configuração.