Mês a mês

Brasil e 10 capitais

IGMI-R ABRIL 2024

 

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) subiu 0,96% em abril, mostrando desaceleração em comparação a março, quando havia registrado alta de 1,49%. Apesar da desaceleração na taxa mensal, a taxa interanual continuou a crescer, passando de 10,29% em março para 10,83% em abril. Esta é a maior taxa interanual registrada desde julho de 2023, quando o índice acumulava aumento de 11,49%.

Outros indicadores do mercado imobiliário, como o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) e o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), também registraram aceleração. Isso indica que o mercado imobiliário, dividido em construção e locação residencial, está aquecido, conforme ilustrado no gráfico a seguir.

INCC x IVAR 

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

O cenário atual sustenta um bom momento para o setor imobiliário. Os preços dos aluguéis, medidos pelo Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), acumulam um aumento interanual de 9,16% até abril, apresentando um movimento similar ao Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), que avançou 10,83% no mesmo período. Ambos os indicadores contrastam com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que segue em desaceleração, registrando uma alta de 3,69% até abril de 2024, em comparação aos 4,18% de abril de 2023.

A recuperação observada no início de 2024 se confirma como uma tendência positiva para o setor imobiliário, impulsionada pelos cortes acumulados na taxa Selic até maio de 2024. No entanto, a autoridade monetária ressalta que essa tendência precisará ser reavaliada a partir de maio, diante dos desafios que se acumulam no cenário doméstico e internacional.

A evidência de um crescimento real no mercado imobiliário, em um período de inflação controlada, ressalta o potencial de investimento e a atratividade do setor. Este momento destaca a resiliência e o dinamismo do mercado imobiliário como um componente crucial da economia, capaz de se adaptar e prosperar mesmo diante de desafios macroeconômicos.

IGMI-R

Taxas de variação mensal e acumulada em 12 meses 

          Fonte: Elaboração FGV IBRE com dados da ABECIP

Em abril, o preço dos imóveis residenciais apresentou crescimento em apenas quatro das dez cidades integrantes do IGMI-R. As cidades que mostraram essa tendência estão localizadas nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. No Nordeste, todas as cidades registraram crescimento mais forte que no mês anterior: Fortaleza (de 0,81% para 1,06%), Recife (de 1,23% para 1,24%) e Salvador (de 0,31% para 0,76%). No Centro-Oeste, apenas Goiânia apresentou um aumento na taxa de variação, que passou de 1,85% para 1,97%.

IGMI-R

Evolução da taxa de variação (%) nos primeiros quadrimestres desde 2016

A variação acumulada pelo IGMI-R nos primeiros quatro meses de 2024 foi de 5,24%, sendo a maior taxa acumulada para o mesmo período desde 2016, evidenciando o aquecimento do setor imobiliário em 2024. Essa tendência também foi observada em outras seis cidades que fazem parte do índice, abrangendo três grandes regiões do país, o que indica que essa aceleração está distribuída por grandes cidades em todo o território nacional. Apenas a região Sul apresentou uma taxa inferior à observada nos últimos anos, um fenômeno que não tem relação com as chuvas que afetaram a região no início de maio, período não considerado nesta edição do IGMI-R. Entre as regiões cujas cidades acumulam as maiores altas estão Belo Horizonte (11,26%), Salvador (8,69%) e Brasília (7,82%). 

IGMI-R MARÇO 2024

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

A análise do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) demonstra estabilidade, com uma leve desaceleração nas taxas de crescimento ao passar de 1,53% em fevereiro para 1,49% em março. No entanto, a taxa de variação interanual exibe um incremento significativo, movendo-se de 9,28% em fevereiro para 10,29% em março. Este aumento acumulado reflete ainda uma dinâmica positiva para o mercado imobiliário residencial, apesar das incertezas vinculadas ao desempenho macroeconômico do Brasil e do mundo que estamos vivenciando.

IGMI-R x IPCA

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

       Fonte: IBGE e ABECIP

O cenário atual indica mudança na economia para o setor imobiliário. O aumento do IGMI-R/ABECIP, em contraponto à variação moderada do IPCA, aponta para uma recuperação do mercado imobiliário. A virada observada no início de 2024 parece indicar uma tendencia de recuperação para o setor, que pode estar conectada com a queda do IPCA e a consequente expectativa que havia, ao menos até março de 2024, da queda de juros.

A evidência de um crescimento real no mercado imobiliário, em um período caracterizado por uma inflação controlada, ressalta o potencial de investimento e a atratividade do setor.  Este momento destaca a resiliência e o dinamismo do mercado imobiliário como um componente crucial da economia, capaz de se adaptar e prosperar mesmo diante de desafios macroeconômicos.

Em março, o mercado imobiliário apresentou nas dez principais capitais crescimento, sendo que nove das dez cidades as variações superaram os de fevereiro. Destacando-se nesse grupo, Brasília que registrou variação mais significativa, com um salto para 3,08%. Já a maior aceleração da taxa interanual também ocorreu em Brasília, onde a taxa saltou de 7,37% para 10,51%. Ainda sobre a taxa interanual, Salvador foi a única cidade a registrar desaceleração, passando a taxa de 11,72% para 11,09%.

A variação acumulada pelo IGMI-R no primeiro trimestre de 2024 atingiu 4,24%, ultrapassando a taxa trimestral registrada para o mesmo período desde 2016, evidenciando o aquecimento do setor imobiliário em 2024. Essa tendência também foi observada em outras cinco cidades que fazem parte do índice, representando as quatro grandes regiões do Brasil, indicando que essa aceleração está distribuída por grandes cidades em todo o território nacional. Entre essas, as maiores taxas registradas no primeiro trimestre foram em Belo Horizonte com 9,12%, seguida por Curitiba com 7,01%, Brasília com 5,26%, Goiânia com 5,19% e Recife com 4,95%.

Apesar da taxa trimestral estar sujeita a influências sazonais, a aceleração observada em 2024 excede as marcas registradas para o mesmo período nos anos anteriores. Esse dado reforça o aquecimento do setor imobiliário, um fenômeno também evidenciado pela evolução da taxa interanual, uma medida não afetada por efeitos sazonais, demonstrando um aumento contínuo nos últimos meses.

IGMI-R FEVEREIRO 2024

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

A análise do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) revela um comportamento ascendente significativo, com incrementos mensais de 1,17% em janeiro e de 1,53% em fevereiro, sinalizando viés de alta. Consequentemente, a taxa de variação acumulada anual observou um avanço, movendo-se de 8,30% em janeiro para 9,28% em fevereiro. Este aumento acumulado reflete a dinâmica positiva do mercado imobiliário residencial, indicando não apenas a recuperação do setor, mas também o potencial para investimentos futuros, dadas as expectativas de valorização contínua dos imóveis residenciais nesse ambiente econômico.

IGMI-R x IPCA

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

            Fonte: IBGE e ABECIP

 

O gráfico acima reflete os resultados reais acumulados em 12 meses, apontando para uma evolução do IGMI-R/ABECIP e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA/IBGE) até fevereiro de 2024.

A análise temporal dos dados indica a existência de três fases distintas na dinâmica dos indicadores examinados. Inicialmente, de janeiro de 2021 a meados de 2022, observa-se uma fase de crescimento simultâneo tanto para o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial/ABECIP (IGMI-R/ABECIP) quanto para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com uma escalada mais pronunciada no IGMI-R/ABECIP. Esse fenômeno pode ser interpretado como um reflexo do aumento da demanda por imóveis residenciais. A elevação da taxa Selic, implementada como estratégia para frear a inflação, paradoxalmente, poderia ter reduzido o apelo da compra de imóveis. Contudo, o aumento acentuado no IGMI-R/ABECIP sugere que outros fatores, possivelmente o apelo ao investimento imobiliário como proteção contra a inflação, superaram o possível desincentivo causado pela elevação dos juros. Assim, esse período se caracteriza por uma ascensão simultânea nos preços do setor imobiliário e na taxa inflacionária, indicando uma correlação notável entre o aquecimento do mercado imobiliário e o incremento da inflação.

A partir do segundo semestre de 2022, observa-se uma inflexão significativa nos padrões anteriores: tanto o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial/ABECIP (IGMI-R/ABECIP) quanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) começaram a mostrar sinais de desaceleração concomitante. Essa mudança sugere um processo de ajuste onde o ritmo de crescimento tanto no mercado imobiliário quanto na inflação geral passou por uma moderação. Esse período pode ser interpretado como uma resposta direta às medidas de política econômica adotadas anteriormente, bem como às mudanças nas expectativas do mercado e no comportamento dos consumidores.

A desaceleração quase simultânea desses indicadores reflete uma dinâmica complexa onde fatores como a política monetária, o custo do crédito imobiliário e as expectativas inflacionárias interagem para influenciar tanto o mercado imobiliário quanto a economia em geral. Esse ajuste no ritmo de crescimento indica uma fase de recalibragem na economia, onde os agentes econômicos, incluindo consumidores e investidores, adaptam-se a um novo cenário de expectativas ajustadas, tanto em relação à inflação quanto à valorização imobiliária.

No contexto mais recente, inaugurado em meados de 2023, delineia-se uma divergência notável entre os comportamentos do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial/ABECIP (IGMI-R/ABECIP). Enquanto o IPCA registra uma variação anual em torno de 4,5%, o IGMI-R/ABECIP exibe taxas anuais de crescimento substancialmente mais altas em torno de 9,28%, indicando um fenômeno de descolamento entre os dois indicadores, apontando para um momento de retomada no crescimento real do mercado imobiliário, em comparação direta com a inflação medida pelo IPCA.

Este cenário sinaliza uma importante inflexão na dinâmica econômica, especialmente para o setor imobiliário. A ascensão do IGMI-R/ABECIP, em contraste com uma variação moderada do IPCA, sugere que o mercado imobiliário está não apenas se recuperando, mas também ganhando força em termos reais. A mudança de tendência observada no início de 2024 reforça a perspectiva de um viés de recuperação para o setor, possivelmente impulsionada por uma combinação de fatores econômicos.

A evidência de um crescimento real no mercado imobiliário, em um período caracterizado por uma inflação controlada, ressalta o potencial de investimento e a atratividade do setor. Além disso, sugere que as medidas de política econômica, possivelmente ajustes na política monetária ou incentivos específicos ao setor imobiliário, podem estar surtindo efeito. Este momento destaca a resiliência e o dinamismo do mercado imobiliário como um componente crucial da economia, capaz de se adaptar e prosperar mesmo diante de desafios macroeconômicos.

IGMI-R

Taxas de variação mensal e acumulada em 12 meses

Jan/24 e fev/24

           Fonte: Elaboração FGV IBRE com dados da ABECIP

Em fevereiro, uma análise detalhada do mercado imobiliário nas dez principais capitais revelou uma dinâmica de crescimento variado em cinco capitais - São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, e Brasília - exibindo aumentos mensais em suas variações de preço que superaram os valores registrados em janeiro. Destacando-se nesse grupo, Belo Horizonte registrou a ascensão mais significativa, com um salto para 5,50%, enquanto Fortaleza observou a menor variação, marcando uma ligeira retração de -0,20%. A performance de Belo Horizonte não apenas sobressaiu pela sua alta expressiva, mas também pela aceleração, onde sua variação mensal avançou de 1,21% para 5,50%, evidenciando um aquecimento particularmente forte no mercado imobiliário local.

Por outro lado, Goiânia apresentou a maior desaceleração entre as capitais analisadas, com sua taxa de crescimento declinando de 2,42% para 0,85%, sugerindo uma moderação no ritmo de aumento dos preços imobiliários na cidade.

Esse panorama de fevereiro reflete a heterogeneidade do mercado imobiliário brasileiro, onde diferentes capitais apresentaram ritmos distintos de ajuste nos preços. Tal diversidade de desempenho pode ser atribuída a uma variedade de fatores locais, incluindo oferta e demanda de imóveis, condições econômicas regionais, e a implementação de políticas públicas específicas ao setor imobiliário.

No que se refere às taxas interanuais, apenas três das dez cidades analisadas: Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre apresentaram desaceleração e não acompanharam a tendência da média nacional.

IGMI-R

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

             Fonte: Elaboração FGV/IBRE com dados da ABECIP

 

De acordo com a Sondagem da Construção Civil realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE-FGV), o setor construtivo enfrenta um horizonte repleto de incertezas que estão atreladas ao desempenho macroeconômico do Brasil nos próximos meses. Essas incertezas refletem as interações entre o setor de construção civil e os mais amplos indicadores econômicos, tais como crescimento do PIB, taxas de juros, e a confiança do consumidor, que coletivamente podem influenciar tanto os investimentos no setor quanto a demanda por novas construções.

Apesar desse cenário de incertezas, a sondagem destaca um elemento positivo: o indicador de demanda prevista para os próximos três meses manteve-se em uma trajetória de crescimento que tem sido observada desde o início do ano. Este indicador é fundamental para entender as expectativas dos empresários do setor e sua disposição para novos investimentos, servindo como um termômetro para a confiança na recuperação e no desenvolvimento futuro do mercado.

A manutenção dessa tendência de crescimento na expectativa de demanda, mesmo diante de um panorama econômico incerto, pode ser interpretada como um sinal de resiliência do setor da construção civil. Tal resiliência é potencialmente impulsionada por fatores como a continuidade de programas habitacionais, investimentos em infraestrutura, e a busca por ativos reais como proteção contra a inflação, que tendem a sustentar a demanda por construção mesmo em períodos de volatilidade econômica.

Assim, embora as incertezas macroeconômicas possam impor desafios, a expectativa positiva para a demanda no setor da construção civil nos próximos três meses reflete um otimismo cauteloso. Este otimismo, por sua vez, é crucial para a tomada de decisão estratégica das empresas do setor, influenciando desde o planejamento de novos projetos até a gestão de recursos, e indica uma percepção de oportunidades de crescimento apesar dos obstáculos econômicos previstos.

 

Sondagem da Construção Civil FGV IBRE

            * No 1º tri/24 contabilizou-se os meses de janeiro e fevereiro de 2024.

            Fonte: FGV IBRE

 

O mesmo levantamento do IBRE-FGV que aborda a Sondagem da Construção Civil também evidencia uma tendência encorajadora no que diz respeito ao indicador "Tendência dos Negócios", que avalia a percepção das empresas sobre a conjuntura dos negócios nos próximos seis meses. Este indicador tem mostrado uma melhoria significativa em suas últimas apurações, refletindo um crescente otimismo entre os empresários do setor. Tal otimismo parece ser embasado, em parte, pelo início de um ciclo de redução nas taxas de juros, assim como pela recuperação observada no mercado de trabalho, dois fatores que conjuntamente apontam para um ambiente propício ao aumento das oportunidades de negócios no segmento da construção civil.

A possibilidade de desaceleração nos preços dos imóveis residenciais nos meses vindouros, caso se concretize, é projetada para ocorrer de maneira mais suave. Isso se deve à continuidade da demanda por imóveis, um fenômeno sustentado não apenas pela melhoria das condições macroeconômicas, mas também pela expectativa de continuidade nos cortes da taxa Selic. A recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em março, que reduziu a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, levando-a a 10,75% ao ano, sinaliza um caminho favorável para a renovação do interesse dos consumidores pela compra de imóveis.

Este conjunto de fatores cria um cenário otimista para o setor da construção civil. A redução dos juros, ao diminuir o custo do crédito imobiliário, torna a aquisição de imóveis mais acessível para um maior número de pessoas, impulsionando assim a demanda. Além disso, a melhora no mercado de trabalho contribui para aumentar a confiança dos consumidores, que se sentem mais seguros para realizar investimentos de longo prazo como a compra de um imóvel. Portanto, embora existam incertezas quanto à evolução geral da economia, os indicativos atuais apontam para um horizonte de oportunidades e crescimento para o setor da construção civil, sustentados pela dinâmica positiva dos seus principais drivers econômicos.

IGMI-R JANEIRO 2024

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) registrou variações positivas de 1,15% em dezembro e de 1,17% em janeiro, demonstrando um viés de estabilidade. Com o resultado, a variação acumulada nos últimos 12 meses passou de 7,97% em dezembro para 8,30% em janeiro.

IGMI-R x IPCA

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

 

O gráfico acima reflete os resultados reais acumulados em 12 meses, apontando para uma evolução do IGMI-R/ABECIP e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA/IBGE) até janeiro de 2024.

Os dados permitem identificar três fases distintas no comportamento recente dos indicadores analisados. Entre o início de 2021 e meados de 2022, tanto o IGMI-R/ABECIP como o IPCA exibiram tendência simultânea de aumento, mais acentuado no caso do IGMI-R/ABECIP. Esse período foi caracterizado por um crescimento sincronizado, destacando-se uma fase de elevação conjunta nos preços do mercado imobiliário e no IPCA.

Nota-se que a partir do segundo semestre de 2022, houve uma mudança de direção, com ambos os indicadores iniciando um processo de desaceleração quase simultâneo, indicando um ajuste no ritmo de crescimento tanto do setor imobiliário quanto da inflação geral.

No cenário atual, iniciado em meados de 2023o IPCA apresenta uma variação anual em torno de 4,5%, enquanto o IGMI-R/ABECIP variações anuais mais elevadas. Ou seja, começa a haver um descolamento nas trajetórias dos dois indicadores: o IGMI-R/ABECIP retoma a trajetória de crescimento real, quando comparado ao IPCA. A mudança de tendência observada no início de 2024 sugere um viés de recuperação no mercado imobiliário.