Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial
(IGMI-R)
O IGMI-R registrou alta de 0,67% em abril, em ritmo mais moderado em relação a taxa de variação observada em março, 1,12%. No acumulado em 12 meses, a variação passou de 19,76% para 19,53%, indicando uma leve desaceleração, embora o índice ainda permaneça com tendência de valorização dos imóveis residenciais no país.
A leitura mais recente do IGMI-R mostra que a valorização dos imóveis residenciais continua disseminada, mas perdeu fôlego em abril. O movimento não sugere reversão da tendência, e sim uma acomodação parcial depois de altas mais intensas observadas em março.
No resultado nacional, o índice avançou 0,67% em abril, abaixo da alta de 1,12% registrada em março. No acumulado em 12 meses, a variação passou de 19,76% para 19,53%, mantendo-se em patamar elevado, mas com leve desaceleração na margem. O dado reforça que o ciclo de valorização imobiliária segue ascendente, embora menos intenso.
A análise regional revela um comportamento bastante heterogêneo. No Sudeste, São Paulo acelerou de 0,54% para 0,76% no mês, com estabilidade no acumulado em 12 meses, que passou de 16,81% para 16,83%. Belo Horizonte também avançou na margem, de 0,83% para 0,87%, mas sua taxa em 12 meses recuou de 19,67% para 19,03%. Já o Rio de Janeiro perdeu força no resultado mensal, passando de 0,91% para 0,13%, embora o acumulado em 12 meses tenha subido de 13,34% para 14,12%.
No Nordeste, o quadro também foi desigual. Recife e Salvador, que haviam registrado altas expressivas em março, apresentaram desaceleração em abril. Recife passou de 2,17% para 0,86% no mês, com a taxa em 12 meses recuando de 29,98% para 28,69%. Salvador desacelerou de 1,75% para 0,31%, e o acumulado em 12 meses caiu de 27,01% para 23,49%. Em sentido oposto, Fortaleza saiu de queda de - 0,12% em março para alta de 0,75% em abril, embora sua taxa em 12 meses tenha recuado de 14,87% para 14,24%.
Na região Sul, Curitiba permaneceu como destaque de alta, com avanço de 1,78% em abril. Apesar da desaceleração frente aos 3,03% de março, a cidade elevou sua variação em 12 meses de 28,41% para 29,57%, a maior entre as capitais acompanhadas. Porto Alegre, por sua vez, desacelerou de 2,75% para 0,39% no mês, mas ainda registrou aumento no acumulado em 12 meses, de 18,35% para 18,88%.
No Centro-Oeste, o movimento foi de moderação nas duas capitais pesquisadas. Goiânia passou de 1,21% para 0,85% no mês, com recuo da taxa em 12 meses de 14,68% para 14,24%. Brasília desacelerou de 1,59% para 0,31%, enquanto o acumulado em 12 meses ficou praticamente estável, passando de 27,55% para 27,46%.
De modo geral, os dados de abril indicam que o mercado imobiliário residencial segue em trajetória de valorização, mas com menor intensidade. A desaceleração nacional foi acompanhada por acomodações importantes em capitais que vinham exibindo altas fortes, como Recife, Salvador, Porto Alegre e Brasília. Ainda assim, as taxas acumuladas em 12 meses continuam elevadas, especialmente em Curitiba, Recife, Brasília e Salvador, mostrando que a pressão sobre os preços dos imóveis permanece relevante.
No primeiro quadrimestre de 2026, o IGMI-R nacional acumulou alta de 4,05%, um dos resultados mais fortes para o período desde o início da série apresentada, em 2016. A variação ficou abaixo apenas das registradas em 2020, quando o índice avançou 5,28% entre janeiro e abril, e em 2024, quando a alta foi de 5,24%. O resultado superou o desempenho observado em 2025, de 3,28%, e confirma que o mercado imobiliário residencial segue aquecido, ainda que com diferenças entre as capitais pesquisadas.
Entre as cidades, o maior destaque foi Recife, com valorização de 8,08% no quadrimestre, a maior taxa entre todas as capitais acompanhadas em 2026. Também chamaram atenção Curitiba, com alta de 7,08%, Porto Alegre, com 6,35%, Goiânia, com 5,55%, Brasília, com 4,76%, e Salvador, com 4,68%. Todas essas capitais avançaram acima do resultado nacional, evidenciando que a pressão sobre os preços residenciais aparece em diferentes mercados urbanos do país, e não apenas em uma região específica.
Em São Paulo, a alta de 3,94% no primeiro quadrimestre também indica um mercado aquecido, embora ligeiramente abaixo da média nacional. O resultado representa aceleração em relação a 2025, quando a capital paulista havia registrado avanço de 2,99% no mesmo período. Já Curitiba teve um desempenho particularmente expressivo: a alta de 7,08% em 2026 superou com folga o resultado de 2025, de 3,04%, embora tenha ficado abaixo do pico observado em 2024, quando a valorização havia alcançado 8,69%.
Na outra ponta, algumas capitais apresentaram altas mais moderadas. Fortaleza avançou 1,13%, Rio de Janeiro registrou 1,76% e Belo Horizonte teve variação de 2,67%. Ainda assim, todas permaneceram em terreno positivo, o que reforça a leitura de que o ciclo de valorização dos imóveis residenciais segue disseminado, mesmo com intensidade bastante desigual entre as capitais.
De forma geral, os dados do primeiro quadrimestre de 2026 reforçam a continuidade do ciclo de valorização dos imóveis residenciais no país. A alta nacional permanece elevada em perspectiva histórica, e o avanço expressivo em cidades como Recife, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Brasília e Salvador mostra que o movimento não se concentra em um único eixo regional. Ao mesmo tempo, a distância entre os resultados das capitais com maior valorização e aquelas com altas mais moderadas, como Fortaleza, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, indica que o mercado segue aquecido, mas com ritmos bastante distintos entre os principais centros urbanos pesquisados.
Na comparação em 12 meses, o gráfico mostra que o IGMI-R continua avançando em ritmo superior ao INCC, mantendo o diferencial entre a valorização dos imóveis residenciais e a evolução dos custos de construção. Em abril de 2026, o IGMI-R acumulou alta de 19,53%, enquanto o INCC registrou variação de 6,36% no mesmo período.
Esse descolamento indica que a alta dos imóveis não pode ser explicada apenas pelo aumento dos custos da obra. Embora o INCC tenha voltado a subir em relação aos patamares mais baixos observados em 2023 e 2024, sua trajetória permanece moderada em relação ao IGMI-R. Ou seja, os custos de materiais, serviços e mão de obra seguem pressionando menos do que os preços finais dos imóveis.
O comportamento do IGMI-R sugere um mercado residencial ainda aquecido, sustentado por fatores próprios da dinâmica imobiliária. Entre eles, destacam-se a oferta limitada em algumas praças, a recomposição gradual da renda, a busca por imóveis e a retomada da confiança de famílias e investidores.
Assim, a leitura do gráfico reforça que o preço dos imóveis residenciais segue respondendo mais fortemente às condições de mercado do que ao custo direto de construção. A distância entre os dois indicadores permanece relevante e ajuda a explicar por que a valorização imobiliária continua elevada, mesmo em um ambiente no qual os custos da construção crescem de forma mais controlada.
Na comparação em 12 meses, o gráfico mostra que o IGMI-R continua se distanciando do IVAR, indicando que a valorização dos imóveis residenciais segue em ritmo maior que dos aluguéis residenciais. Em abril de 2026, o IGMI-R acumulou avanço de 19,53%, enquanto o IVAR registrou variação de 4,49% no mesmo período.
Esse comportamento sugere que o preço de venda dos imóveis vem respondendo a uma dinâmica própria, mais intensa do que a observada no mercado de locação. Embora os aluguéis ainda apresentem crescimento positivo, sua trajetória recente é mais moderada e irregular, com oscilações ao longo dos últimos meses.
A diferença entre os dois indicadores também sinaliza que a valorização dos imóveis não está sendo acompanhada, na mesma proporção, pela renda gerada com aluguel. Isso pode reduzir o retorno relativo da locação para novos compradores, especialmente em mercados onde o preço dos imóveis subiu rapidamente.
O IGMI-R, por sua vez, segue refletindo um mercado de compra e venda aquecido, influenciado por fatores como oferta limitada, recomposição gradual da demanda, busca por proteção patrimonial e expectativa de valorização dos ativos imobiliários. Já o IVAR aponta uma dinâmica mais contida dos aluguéis, possivelmente limitada pela capacidade de pagamento das famílias.
Assim, o gráfico reforça que a valorização dos imóveis residenciais permanece elevada, mas não se traduz integralmente em aumento dos aluguéis. Esse descompasso é relevante porque mostra que o mercado imobiliário segue aquecido do lado dos preços dos ativos, enquanto a locação avança de forma mais moderada.
Em abril de 2026, o IGMI-R acumulou alta de 19,53% em 12 meses, mantendo variação muito superior à inflação ao consumidor medida pelo IPCA, que registrou 4,39% no mesmo período. O gráfico evidencia um descolamento expressivo entre a valorização dos imóveis residenciais e a evolução média dos preços da cesta de consumo das famílias.
Esse diferencial mostra que o mercado imobiliário segue uma dinâmica própria. Enquanto o IPCA permanece em trajetória relativamente comportada, os preços dos imóveis continuam avançando em ritmo elevado, refletindo condições específicas do setor, como oferta restrita em determinadas localidades, demanda ainda resiliente e maior atratividade dos imóveis como ativo patrimonial.
A distância entre os dois indicadores também sugere ganho real dos imóveis em relação à inflação corrente. Isso reforça a percepção de que o imóvel é considerado como instrumento de preservação de valor, especialmente em um ambiente no qual famílias e investidores continuam buscando ativos capazes de proteger o patrimônio.
Assim, a comparação com o IPCA confirma que a valorização imobiliária recente não acompanha apenas o movimento geral dos preços da economia. O IGMI-R segue em patamar elevado porque responde a fatores próprios do mercado residencial, combinando restrições de oferta, expectativas de valorização e demanda seletiva em regiões metropolitanas.
A trajetória em 12 meses do INCC e do IVAR mostra que os dois indicadores seguem em patamares próximos, mas com comportamentos distintos na margem. Em abril de 2026, o INCC acumulou alta de 6,36%, enquanto o IVAR registrou variação de 4,49%. A diferença entre eles voltou a se abrir levemente, depois de um período de maior aproximação.
O INCC vem apresentando recomposição gradual desde os pisos observados em 2023. Após a forte desaceleração que sucedeu o choque de custos da construção no período pós-pandemia, o índice voltou a avançar, refletindo uma dinâmica mais firme dos custos de materiais, serviços e mão de obra. Ainda assim, permanece distante dos picos registrados entre 2020 e 2022.
O IVAR, por outro lado, mostra uma trajetória mais irregular. Depois de forte volatilidade entre 2021 e 2024, o índice perdeu intensidade ao longo de 2025 e chegou a abril de 2026 em ritmo mais moderado. Esse comportamento sugere que os aluguéis residenciais seguem crescendo, mas com maior limitação imposta pela renda das famílias e pela capacidade de absorção de reajustes.
Os dados do IGMIR de abril de 2026 reforçam que o mercado imobiliário residencial brasileiro segue em trajetória de valorização. Mesmo com desaceleração na margem, o IGMI-R acumulou alta de 19,53% em 12 meses, mantendo-se em patamar elevado e evidenciando que a valorização dos imóveis continua disseminada em diferentes regiões do país.











