O resultado consolida a perspectiva de um segmento aquecido, enquanto o trabalho 100% remoto se torna mais raro nos grandes centros urbanos e aumenta a demanda por escritórios.
O levantamento do FipeZap considera os preços anunciados dos imóveis, não das transações efetivamente feitas.
Em 2025, o índice subiu 8,91%, a maior variação em 12 anos. É provável que o resultado de 2026 iguale ou até fique acima desse percentual. Atualmente, já está rodando acima do nível do ano passado, com aumento acumulado nos últimos 12 meses de 11,49%, mais do que os 7,09% registrados um ano atrás por essa comparação.
“Seria necessário ocorrer uma forte desaceleração no restante do ano para que [o índice] ficasse abaixo de 8,91% em dezembro”, diz a Fipe.
A valorização do aluguel de salas e conjuntos comerciais foi mais forte do que no segmento residencial, que registrou avanço de 5,24% no preço de locação nos seis primeiros meses de 2026. E o desempenho ainda foi mais do que o dobro das leituras de inflação, seja pelo IPCA (+3,36%) ou IGP-M (+3,27%).
Cidades com maior valorização do aluguel comercial no 1° semestre de 2026
Entre as dez cidades pesquisadas pelo FipeZap, o top 3 fica com Salvador, Rio de Janeiro e Curitiba, todas com alta acima de 10% de janeiro a junho. Na ponta oposta, Florianópolis, Campinas e Porto Alegre sobem menos, no acumulado do ano, do que a inflação.
· Salvador (BA): +15,34%
· Rio de Janeiro (RJ): +12,92%
· Curitiba (PR): +10,57%
· Índice FipeZap (Locação): +6,82%
· Brasília (DF): +6,34%
· São Paulo (SP): +4,04%
· Belo Horizonte (MG): +3,98%
· Niterói (RJ): +3,46%
· IPCA (IBGE): +3,36%
· Florianópolis (SC): +2,85%
· Campinas (SP): +2,26%
· Porto Alegre (RS): +2,12%
Em junho, o retorno médio anualizado do aluguel de imóveis comerciais atingiu a marca de 7,56% ao ano, acima da rentabilidade projetada para a locação de imóveis residenciais (6,13% ao ano).
As duas taxas se mantiveram abaixo do retorno médio projetado de aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses, que continua a oscilar em patamar historicamente elevado. Mas o desempenho da locação comercial mostra uma melhora gradual por essa métrica: a rentabilidade estava em 6,90% um ano atrás.
O lado menos brilhante dos empreendimentos comerciais está no valor de venda. A alta de junho (0,18%) completou um semestre de aumento de 1,27% nos preços, abaixo da variação de 1,68% em igual período do ano passado.