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08/01/2026

Volume de imóveis vendidos em SP é o maior em 4 anos; Pinheiros lidera preço - Valor Econômico

Ticket médio da transação cresceu menos de 1% na cidade em um ano e atinge R$ 798,6 mil, segundo Loft

Era esperado que a cidade de São Paulo fechasse o ano de 2025 com 80.248 imóveis vendidos, o que representa um aumento de 1,2% sobre 2024, de acordo com levantamento feito pela Loft, plataforma de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, com dados de transações registradas na base do ITBI (imposto sobre transmissão de bens imóveis), da prefeitura.

É o maior volume absoluto encontrado desde 2022, quando a empresa começou a compilar essas informações. Os dados de novembro e de dezembro são projeções realizadas pela Loft.

O ticket médio do imóvel vendido na cidade deve ser de R$ 798,6 mil, um crescimento de 0,9% em um ano, abaixo da prévia da inflação, que atinge 4,41% em 12 meses até dezembro, de acordo com o IPCA-15.

A companhia destaca que o tipo de imóvel cujo aumento de vendas foi maior foi o de 30 a 65 metros quadrados, com crescimento de 5%. Para Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, esse crescimento está atrelado ao ticket menor de venda desses imóveis e ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que tem unidades nesse intervalo de área.

Também houve alta de 3% nos imóveis com mais de 125 metros quadrados. “As taxas de juros altas trazem dificuldades para o financiamento, mas o mercado tem conseguido mitigar esse problema”, diz o gerente.

Em 2025, as vendas de imóveis de 65 a 100 metros quadrados ficaram estáveis, com leve alta de 0,04%. A expectativa é que, em 2026, com a esperada queda na taxa de juros, os imóveis de tamanho médio ganhem mais tração.

A Loft destacou os bairros que obtiveram mais vendas em 2025. A liderança fica com Santo Amaro (zona sul), onde foram comercializadas 2.056 unidades, um crescimento de 10,5% no ano. A Vila Andrade (zona sul) teve o segundo maior volume de vendas, de 2.035 unidades, o que representa uma queda de 6,8% sobre 2024. O terceiro bairro em número de vendas é a Bela Vista, na região central, com 1.910 imóveis transacionados, queda de 0,4%.

Entre os dez bairros com maior volume de vendas, o que mais aumentou a quantidade de transações foi Pinheiros (zona oeste), com forte crescimento de 27,4%, para 1.620 unidades.

A República (centro) teve a segunda maior alta, de 7,3%, para 1.584 unidades.

Já o Tatuapé apresentou a maior queda percentual nas vendas em um ano, de 9,6%, para 1.704 imóveis, seguido por Perdizes (zona oeste), onde as vendas recuaram 8,2%, para 1.625 unidades.

O maior ticket médio, entre os dez bairros com maior volume transacionado, ficou com Pinheiros. A vizinhança da zona oeste registrou preço médio de R$ 1,16 milhão, um incremento de 5,1% em um ano - também foi o maior aumento percentual registrado. Perdizes vem logo atrás, com ticket médio de R$ 1 milhão, alta de 3,6% em um ano.

“A expansão do eixo corporativo da Rebouças, somada a uma rede consolidada de escolas e a uma oferta ampla de serviços e lazer, reforçou a atratividade de Pinheiros, que também se beneficia da localização estratégica, com fácil acesso à Faria Lima, Jardins e Vila Madalena”, afirma Takahashi.

Já o bairro mais barato, entre os mais vendidos, foi a República, com preço médio de R$ 327,9 mil, alta de 1,8% em um ano. Por ali, a incidência de apartamentos do tipo estúdio, com metragem menor, pode ter contribuído para o resultado.

FONTE: VALOR ECONôMICO