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29/06/2026

Recife lidera alta imobiliária nacional e acumula 28% em 12 meses - JCPE

Índice nacional da Abecip registrou alta de 0,53% no mês; na capital pernambucana, a valorização acumulada no ano chega a 8,39%, o maior índice

Por Lucas Moraes

O mercado imobiliário residencial brasileiro segue em ritmo de valorização, embora tenha registrado uma acomodação na velocidade dos reajustes. Em maio de 2026, o Índice Geral do Mercado Imobiliário Comercial - Residencial (IGMI-R), apurado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) em parceria com o FGV IBRE, registrou alta de 0,53%. O resultado confirma um ritmo ligeiramente menor se comparado ao avanço de 0,67% observado em abril. No cenário acumulado dos últimos 12 meses, o país registra alta de 18,45%, ante os 19,53% registrados até o mês anterior. No acumulado do período de janeiro a maio de 2026, a variação nacional média é de 4,60%.

Apesar de a capital pernambucana ter acompanhado o movimento de desaceleração na margem - com a taxa mensal recuando de 0,86% em abril para 0,29% em maio -, o mercado residencial de Recife continua sendo o mais aquecido do Brasil no consolidado do ano.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, Recife lidera o avanço nacional com uma valorização de 8,39%, superando com folga a média do país. Além disso, no indicador acumulado em 12 meses, a cidade ostenta uma forte alta de 28,07%, ficando atrás apenas de Curitiba nesse quesito regional de longo prazo. Os dados evidenciam que o mercado local continua fortemente pressionado e resiliente à desaceleração global de preços.

Desempenho nas demais capitais

O comportamento das capitais brasileiras apresentou contornos distintos em maio, com destaque para a forte aceleração no Rio de Janeiro e retrações nominais de preço em Belo Horizonte e Goiânia.

O Rio de Janeiro registrou a maior alta mensal do país em maio, com salto de 1,21% (contra 0,13% em abril), acumulando 14,43% em 12 meses. Já São Paulo teve alta tímida de 0,22% no mês, acumulando 15,15% em 12 meses e 4,17% no ano. Na contramão, Belo Horizonte entrou em terreno negativo em maio, com deflação de -0,15%, embora ainda sustente alta de 16,79% em 12 meses.

Além do protagonismo do Recife, Salvador registrou forte aceleração em maio, subindo 0,98% no mês e acumulando expressivos 24,62% em 12 meses (com 5,71% no ano). Fortaleza manteve um ritmo firme de alta, avançando 0,88% em maio e acumulando 13,61% nos últimos 12 meses.

Curitiba segue disputando o topo da valorização em 12 meses com Recife, acumulando uma alta de 28,39% até maio (no mês, subiu 0,36% e no acumulado do ano registra 7,46%). Porto Alegre, por sua vez, registrou estabilidade quase absoluta em maio, com ligeira variação de 0,01%, acumulando alta de 18,53% em 12 meses e um crescimento de 6,36% no ano.

Em Brasília, os preços subiram 0,61% em maio, levando o acumulado em 12 meses para 23,66% e o resultado do ano para 5,39%. Goiânia registrou recuo de -0,10% no mês, fechando o acumulado de 12 meses com alta de 12,11%.

O cenário geral do IGMI-R aponta para uma acomodação saudável na margem após meses de forte escalada de preços, embora os acumulados anuais e de 12 meses ainda sinalizem que o setor imobiliário residencial opera em patamares elevados de valorização em praticamente todas as principais praças do país.

FONTE: JCPE