Só no mês passado, em média, os preços subiram 1,15% depois de terem sido majorados em 2,52% em outubro.
A desaceleração na velocidade de alta dos preços na margem, de outubro para novembro, de acordo com a Abecip, se deu forma quase generalizada. A leitura regional do IGMI-R indica que nove das dez capitais avaliadas desaceleraram de um mês para outro.
A exceção foi Goiânia, no Centro-Oeste, que apresentou aceleração. Saiu de uma alta de 0,70% para 1,13% no período. Brasília acompanhou a tendência nacional, registrando forte recuo de 4,73% para 0,89%.
No Sudeste, de acordo com o IGMI-R, foram observadas as menores variações em comparação às demais regiões. No Rio de Janeiro, a taxa passou de 2,15% para 0,29%. Em Belo Horizonte, recuou de 2,14% para 0,56%. Em São Paulo, também houve desaceleração, com a variação caindo de 2,41% para 1,11%.
No Nordeste, a desaceleração foi generalizada, com Recife vendo os preços dos imóveis residenciais desacelerando de 3,43% em outubro para 2,19% em novembro. Em Salvador, os preços que haviam subido 3,05% em outubro subiram 2,00% no mês passado. Em Fortaleza a desaceleração foi menor, de 1,07% para 1,01%.
As capitais do Sul seguiram o mesmo movimento de desaceleração: Porto Alegre de 2,81% para 1,49% e Curitiba de 2,46% para 2,13%.
Lançado em 2016, o IGMI-R resulta de uma parceria do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com a Abecip. O indicador é calculado com base nos laudos de imóveis financiados pelos bancos.