Janeiro de 2026 - O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R Abecip) registrou alta de 1,52% em dezembro, acelerando em relação a novembro (1,15%), e encerrou 2025 com valorização acumulada de 18,64%, a maior variação anual desde o início da série histórica, em 2016. O resultado confirma a trajetória de aquecimento do mercado imobiliário residencial brasileiro, sustentada por demanda consistente e restrições estruturais de oferta.
Na leitura nacional, a aceleração foi disseminada: sete das dez capitais analisadas apresentaram variações mais intensas em dezembro, reforçando o caráter amplo do movimento de valorização dos imóveis residenciais ao longo do ano.
Sudeste: aceleração homogênea reforça dinamismo do principal mercado do país
No Sudeste, o comportamento foi homogêneo, com aceleração da valorização em todas as capitais acompanhadas.
O desempenho da região reforça o papel do Sudeste como eixo central do mercado imobiliário nacional, com preços sustentados por demanda resiliente.
Nordeste: fim de ano mais aquecido impulsiona a valorização
No Nordeste, a pressão sobre os preços se intensificou em dezembro, indicando um encerramento de ano mais aquecido.
Sul: comportamento desigual entre as capitais
No Sul, o desempenho foi mais heterogêneo.
Centro-Oeste: Brasília lidera valorização histórica
O Centro-Oeste teve como principal destaque Brasília, que registrou aceleração expressiva em dezembro, passando de 0,89% para 2,97%. Com isso, a capital federal encerrou 2025 com valorização acumulada de 27,11%, o maior patamar de toda a série histórica do IGMI-R.
Em Goiânia, a alta mensal foi mais moderada (0,84%), e o acumulado em 12 meses chegou a 11,83%, o menor entre as capitais analisadas.
Valorização dos imóveis supera inflação e custos da construção
Em 12 meses, o IGMI-R Abecip (18,64%) segue crescendo em ritmo significativamente superior ao INCC (5,94%) e ao IPCA (4,26%), evidenciando que a alta dos preços dos imóveis vai além dos custos de construção ou da inflação ao consumidor. O movimento reflete, sobretudo, fatores estruturais de oferta e demanda, além da percepção do imóvel como ativo de preservação de valor.
Na comparação com o mercado de locação, o índice também avança acima do IVAR (8,85%), indicando que os preços de compra e venda seguem em trajetória mais acelerada do que os reajustes dos aluguéis.