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26/01/2026

Preço dos imóveis residenciais sobe 1,52% em dezembro e fecha 2025 com alta de 18,64%, aponta Abecip - Varejo

O IGMI-R Abecip mostra que a valorização dos imóveis residenciais acelerou no fim do ano e se espalhou pelas principais capitais do país, refletindo demanda aquecida e restrições de oferta. No acumulado de 2025, os preços cresceram bem acima da inflação e dos custos da construção.

Janeiro de 2026 - O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R Abecip) registrou alta de 1,52% em dezembro, acelerando em relação a novembro (1,15%), e encerrou 2025 com valorização acumulada de 18,64%, a maior variação anual desde o início da série histórica, em 2016. O resultado confirma a trajetória de aquecimento do mercado imobiliário residencial brasileiro, sustentada por demanda consistente e restrições estruturais de oferta.

Na leitura nacional, a aceleração foi disseminada: sete das dez capitais analisadas apresentaram variações mais intensas em dezembro, reforçando o caráter amplo do movimento de valorização dos imóveis residenciais ao longo do ano.

Sudeste: aceleração homogênea reforça dinamismo do principal mercado do país

No Sudeste, o comportamento foi homogêneo, com aceleração da valorização em todas as capitais acompanhadas.

  • São Paulo registrou alta de 1,61% em dezembro, elevando o acumulado em 12 meses para 15,76%.
  • Rio de Janeiro avançou 0,41% no mês, com valorização anual de 14,17%.
  • Belo Horizonte manteve trajetória firme, com variação mensal de 0,64% e alta acumulada de 20,06%.

O desempenho da região reforça o papel do Sudeste como eixo central do mercado imobiliário nacional, com preços sustentados por demanda resiliente.

Nordeste: fim de ano mais aquecido impulsiona a valorização

No Nordeste, a pressão sobre os preços se intensificou em dezembro, indicando um encerramento de ano mais aquecido.

  • Fortaleza acelerou de 1,01% para 2,10% no mês.
  • Salvador registrou uma das maiores altas mensais, com 2,74%, elevando o acumulado em 12 meses para 23,37%.
  • Recife, apesar de leve desaceleração mensal (1,89%), encerrou 2025 com expressiva valorização de 24,71%, uma das mais elevadas do país.

Sul: comportamento desigual entre as capitais

No Sul, o desempenho foi mais heterogêneo.

  • Curitiba manteve forte ritmo de valorização, com alta de 2,20% em dezembro e acumulado anual de 24,68%, em linha com os mercados mais aquecidos do país.
  • Porto Alegre, por outro lado, apresentou desaceleração, com variação mensal negativa de -0,19%, encerrando o ano com alta acumulada de 16,63%.

Centro-Oeste: Brasília lidera valorização histórica

Centro-Oeste teve como principal destaque Brasília, que registrou aceleração expressiva em dezembro, passando de 0,89% para 2,97%. Com isso, a capital federal encerrou 2025 com valorização acumulada de 27,11%, o maior patamar de toda a série histórica do IGMI-R.
Em Goiânia, a alta mensal foi mais moderada (0,84%), e o acumulado em 12 meses chegou a 11,83%, o menor entre as capitais analisadas.

Valorização dos imóveis supera inflação e custos da construção

Em 12 meses, o IGMI-R Abecip (18,64%) segue crescendo em ritmo significativamente superior ao INCC (5,94%) e ao IPCA (4,26%), evidenciando que a alta dos preços dos imóveis vai além dos custos de construção ou da inflação ao consumidor. O movimento reflete, sobretudo, fatores estruturais de oferta e demanda, além da percepção do imóvel como ativo de preservação de valor.

Na comparação com o mercado de locação, o índice também avança acima do IVAR (8,85%), indicando que os preços de compra e venda seguem em trajetória mais acelerada do que os reajustes dos aluguéis.

FONTE: VAREJO