Larissa Vitória
No segundo tri, mudanças de endereço, consolidação de operações e, principalmente, expansão de área locada definiram a lista das maiores ocupações do mercado corporativo na capital paulista.
Segundo a Buildings, apenas quatro empresas somaram 28 mil metros quadrados em locações, o que corresponde a quase um terço da absorção líquida da cidade no período.
“Muitas empresas não estão optando mais pelo modelo híbrido, mas sim 100% presencial, o que traz de volta a necessidade das ocupações na faixa de 5 mil a 10 mil m² ou mais,” Fernando Didziakas, sócio da Buildings, disse ao Metro Quadrado.
A Claro Brasil, por exemplo, que lidera o ranking no trimestre, ocupou 11,2 mil m² de um edifício vazio há mais de dez anos localizado no mesmo complexo da sede da companhia no País.
Além disso, três das quatro maiores locações ocorreram na região da Chucri Zaidan, mostrando que a praça, que sofreu com vacância elevada nos últimos anos, está cada vez mais aquecida.
A vacância por lá caiu para 13,1% no segundo tri – contra 14,4% no tri anterior – e se aproxima da média da cidade, que é de 12,5%. Já o preço médio alcançou R$ 111,28 por m².
Veja abaixo as quatro maiores ocupações do período.
1 – Claro Brasil
A Claro Brasil, que já era dona de dois imóveis corporativos na Chucri Zaidan, adicionou um vizinho à lista com a aquisição do Quota Corporate.
A empresa desembolsou R$ 100 milhões pelo ativo, que era a garantia de um CRI da carteira do fundo Patria Recebíveis Imobiliários (HGCR11) que entrou em inadimplência e foi vendido durante o processo de execução da operação.
2 – Braskem
Já a segunda colocada da lista mudou de endereço para expandir a operação. A Braskem trocou a região de Pinheiros, onde locava 6,8 mil m² no Pinheiros One, por uma locação de 8,9 mil m² na Chucri Zaidan.
A companhia agora ocupa a torre comercial do complexo Alto das Nações, que inclui o edifício mais alto de São Paulo.
3 – BMA Advogados
O terceiro colocado ocupou um raro espaço de 4 mil m² em um edifício nos arredores da Faria Lima, que ficou disponível depois que a inquilina anterior, a Reag, foi liquidada em janeiro pelo Banco Central.
O escritório venceu uma disputa com outras empresas do setor financeiro e tecnologia pelo ativo, batizado de Bothanic Faria Lima Corporate e cujo aluguel custa R$ 211,83 por m².
4 – GooRoo Crédito
Primeira fintech a aparecer na lista, a GooRoo Crédito, que trabalha com consignado para trabalhadores CLT, locou 3,7 mil m² no Rochaverá Corporate Towers – um complexo de quatro torres na Chucri Zaidan.
A torre pertence ao fundo imobiliário Arch Edifícios Corporativos (AIEC11) e, com a locação, está quase 100% ocupada. Resta apenas um andar disponível, que deve ser alugado nas próximas semanas, segundo o gestor do FII.