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28/05/2026

No interior de SP, famílias aptas ao MCMV lideram intenções de compra – Metro Quadrado

Não é só na capital paulista que o Minha Casa Minha Vida está em alta.

Por Wesley Gonsalves

No interior de São Paulo, as famílias com renda que se enquadram nos imóveis do programa são as que mais pretendem comprar um imóvel neste ano.

Entre aqueles com renda familiar de R$ 2,5 mil a R$ 5 mil, 51% querem adquirir um imóvel em 2026, segundo dados do Secovi-SP e da consultoria Brain. A proporção é similar na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil: 49%.

Já entre os que ganham entre R$ 10 e R$ 20 mil (o MCMV vai só até R$ 13 mil), cai para 45%.

O mercado, no entanto, desacelerou no primeiro tri os lançamentos de empreendimentos do MCMV em todo o estado, refletindo a decisão das incorporadoras de segurar projetos para se adequar às novas regras do programa anunciadas recentemente.

No período, o segmento econômico representou 36% do total de imóveis lançados no interior, 25 pontos percentuais abaixo do registrado no primeiro tri de 2025, quando a fatia do MCMV era de 61% no interior.

Mas como a demanda é alta, a tendência é que essa proporção volte a subir no restante do ano, diz o sócio-fundador da Brain Inteligência Estratégica, Marcos Kahtalian.

A expectativa é que o segmento alcance a taxa de 49% na oferta, a mesma registrada no ano passado, e podendo até superar esse resultado.

“Nós sabemos que essa redução do MCVM não se manterá. Haverá uma inflexão nessa curva de lançamentos que deve aquecer o segmento,” disse Marcos. 

Entre os incorporadores ouvidos pelo Metro Quadrado, há o entendimento de que as principais oportunidades estão nas faixas 3 e 4, tanto pelo crescimento no limite de renda das famílias, que amplia o número de beneficiados, quanto pelo novo limite de financiamento da faixa 4 que enquadra novos produtos no programa. 

Em 2025, o MCMV movimentou aproximadamente R$ 38,5 bilhões em negócios no interior. 

O interior paulista tem 16,4 milhões de habitantes, o que representam 35% da população do Estado.

FONTE: METRO QUADRADO