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16/10/2026

No alto padrão, vendas se concentram em imóveis até R$ 4 milhões - Pipeline

Faixa de preço responde por 71% das transações na capital paulista, segundo Bossa Nova Sotheby's

Por Felipe Frisch

O mercado imobiliário de alto padrão de São Paulo ganhou ritmo no segundo trimestre, apesar dos juros elevados, puxado sobretudo pelos apartamentos de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões. A faixa de preço respondeu por 71% das vendas realizadas em 15 bairros da capital paulista, segundo levantamento da Bossa Nova Sotheby's International Realty.

O número de transações de imóveis acima de R$ 2 milhões cresceu 24% em relação aos três primeiros meses do ano, para mil negócios. O tíquete médio avançou 2,6%, para R$ 4,3 milhões. No primeiro semestre, foram registradas 1,8 mil transações, sendo 813 nos primeiros três meses do ano.

O levantamento, batizado de Snapshots, mostra que a concentração de negócios entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões ocorre inclusive em bairros com preços médios mais elevados. No Paraíso, 89% das transações ficaram nessa faixa, enquanto em Pinheiros a participação chegou a 86%. Em Higienópolis, representou 71% dos negócios.

Na Vila Nova Conceição, que registrou tíquete médio de R$ 6,1 milhões, 40% das transações envolveram imóveis entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões. O bairro também apresentou a maior participação de vendas acima de R$ 10 milhões entre os mercados analisados: 16%.

Considerando os 15 bairros analisados, os apartamentos de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões responderam por 14% das transações. Outros 9% envolveram imóveis de R$ 6 milhões a R$ 10 milhões, enquanto aqueles acima de R$ 10 milhões representaram 5% do total. 

O estoque de imóveis disponíveis nos 15 bairros monitorados passou de aproximadamente 15,33 mil unidades no primeiro trimestre para 11,44 mil no segundo, queda de 25%. Já a taxa de absorção, que relaciona as vendas ao estoque disponível, avançou de 5% para 9%. O tempo estimado para escoar a oferta recuou de 57 para 34 meses.

“Os indicadores mostram um mercado com maior capacidade de absorver a oferta disponível. O aumento das transações combinado à redução dos estoques ajuda a entender por que essa faixa de preço ganhou tanto peso no trimestre e mostra que existe demanda ativa quando o imóvel reúne características compatíveis com as expectativas desse comprador”, afirma Marcello Romero, fundador e CEO da Bossa Nova Sotheby's International Realty.

A valorização, no entanto, não ocorreu de maneira uniforme. Dos 15 bairros monitorados, dez registraram aumento no preço mediano do metro quadrado negociado em relação ao primeiro trimestre: Morumbi, Paraíso, Moema, Alto de Pinheiros, Itaim, Alto da Boa Vista, Vila Mariana, Higienópolis, Jardins e Pinheiros, em ordem decrescente, de 21% a 2%. Mostraram queda de 1% a 4% os bairros: Perdizes, Vila Nova Conceição, Campo Belo, Brooklin e Vila Madalena.

 

FONTE: PIPELINE