Na comparação anual, o indicador também apresentou leve melhora. Em dezembro de 2024, a inadimplência estava em 3,46%, resultando em redução de 0,02 ponto percentual em 12 meses.
No segmento residencial, houve recuo da inadimplência em diferentes faixas de aluguel. Nos contratos acima de R$ 13 mil, a taxa caiu para 6,04% em dezembro, após marcar 6,37% em novembro, configurando a segunda queda consecutiva. Já os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 registraram redução de 6,26% para 5,89%, embora essa faixa siga entre as mais pressionadas. As menores taxas foram observadas nos aluguéis entre R$ 3.000 e R$ 5.000, com 1,85%, e entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com 1,90%.
Entre os imóveis comerciais, o índice também recuou. Na faixa de até R$ 1.000, que concentra o maior nível de inadimplência do segmento, a taxa caiu de 9,57% para 8,06% em dezembro. Nos contratos acima de R$ 13 mil, o índice foi de 4,77%, enquanto a menor inadimplência foi registrada nos aluguéis entre R$ 5.000 e R$ 8.000, com 4,02%.
Por tipo de imóvel, a inadimplência diminuiu tanto em apartamentos quanto em casas. Nos apartamentos, a taxa recuou de 2,39% para 2,23%. Nas casas, passou de 3,93% para 3,74%. Considerando os imóveis comerciais de forma agregada, o índice caiu de 5,22% para 4,65%.
Na análise regional, o Nordeste manteve a maior inadimplência do país, com 5,23%, estável em relação a novembro. O Norte apareceu em seguida, com 4,73%, após aumento mensal. O Centro-Oeste registrou 3,53%, enquanto o Sudeste apresentou queda relevante, chegando a 3,15%. O Sul seguiu com o menor índice do Brasil, de 2,68%.
Para Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o movimento recente é positivo. Segundo ele, a inadimplência “segue uma tendência de queda nos últimos meses e pode ser um bom sinal para 2026”. Ainda assim, o executivo pondera que o cenário exige atenção. “É fundamental acompanhar as projeções de juros para este ano, já que esse indicador tem impacto direto tanto no endividamento quanto na capacidade de pagamento dos inquilinos”, afirma.