Por Nathalia Costeira
A procura por imóveis pode crescer entre 10% e 15% no segundo semestre de 2026 após mudança na análise de renda da Caixa Econômica Federal. O banco passou a aceitar extratos de plataformas digitais de motoristas e entregadores de aplicativos como comprovantes para o crédito.
Segundo a Yonder Incorporadora e Construtora, os negócios efetivamente concluídos podem avançar aproximadamente 8%. O impacto deve se concentrar em imóveis de entrada e no Minha Casa, Minha Vida.
Crédito imobiliário aceita extratos de aplicativos
Motoristas e entregadores podem apresentar extratos das próprias plataformas para comprovar os valores recebidos. Antes, esses rendimentos eram classificados pela Caixa como renda informal.
“Essa mudança chega em um momento importante para um contingente muito grande de trabalhadores. Quem atua por aplicativo muitas vezes não possui uma empresa constituída nem os comprovantes normalmente solicitados pelos bancos. É um público que estava mal amparado pelo sistema de crédito”, afirmou Washington Vasconcelos, CEO da Yonder, à Times Brasil.
Trabalhadores com empregos formais anteriores também podem usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), desde que atendam às regras do financiamento habitacional.
Minha Casa, Minha Vida deve concentrar procura
A Yonder prevê maior impacto sobre imóveis de entrada e unidades do Minha Casa, Minha Vida. A ampliação da renda reconhecida pode aumentar a base de potenciais compradores.
Os juros, porém, ainda podem limitar a capacidade de financiamento das famílias. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária fez mais um corte na Selic, atualmente em 14% ao ano.
A apresentação dos extratos não garante o financiamento, que permanece sujeito à análise de crédito e às regras de cada modalidade.