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31/03/2026

Comprometimento da renda das famílias com dívidas volta ao recorde de 29,3% - Valor Econômico

Série histórica mostra trajetória de elevação desde o início de 2024, quando estava em 26,2%

Por Gabriel Shinohara, Sofia Aguiar e Mariana Andrade

Em meio à preocupação do governo com o endividamento da população e seu possível impacto na eleição, o comprometimento de renda das famílias para o pagamento de dívidas voltou ao maior patamar da série histórica em janeiro, de 29,3%. O percentual já havia sido alcançado em outubro passado. O indicador do Banco Central considera o valor médio estimado para pagamento do principal e dos juros da dívida frente à estimativa de renda mensal. A série histórica mostra trajetória de elevação desde o início de 2024, quando estava em 26,2%.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, diz não ver uma melhora no curto prazo. “Temos à frente um quadro de desaceleração da atividade, que pode impactar o mercado de trabalho.”

Incluído o financiamento imobiliário, o endividamento das famílias ficou em 49,7% em janeiro, mesmo percentual de dezembro e novembro. O maior patamar da série histórica foi observado em julho de 2022, quando chegou a 49,9%.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Ministério da Fazenda estava preparando medidas para combater o endividamento das famílias. Ontem, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que o presidente pediu à Fazenda e ao Banco Central um estudo sobre o custo do crédito rotativo no cartão.

FONTE: VALOR ECONôMICO