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26/02/2026

Como ficará o centro de SP com nova sede do governo? Compare região hoje com o projeto - Estadão

Promessa de campanha de Tarcísio de Freitas prevê investimentos de R$ 4 bilhões por meio de PPP, mas enfrenta desafios nas áreas de segurança e habitação

Por Gonçalo Junior

A criação de uma nova sede administrativa do Estado no centro de São Paulo começa a sair do papel. Um dos movimentos foi a escolha do projeto vencedor do concurso de arquitetura, em agosto.

Outro é o anúncio da transferência da Secretaria de Justiça e Cidadania, marcada para este mês. A pasta, hoje na Sé, ocupará o Palácio dos Campos Elíseos, um dos pontos centrais do projeto e que abrigava o Museu das Favelas.

A previsão é de que as obras comecem no ano que vem e sejam entregues a partir de 2028. A nova sede foi uma principais promessas de campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Nos últimos anos, o centro passou por uma decadência com o espalhamento dos usuários de drogas da Cracolândia (hoje há cerca de mil) e a recorrência de roubos e furtos. Além disso, a pandemia motivou o fechamento de lojas e restaurantes e a alta de moradores de rua, incluindo famílias inteiras.

Empresários e comerciantes apoiam o projeto, que prevê investimentos de R$ 4 bilhões via Parceria Público Privada (PPP). Entre os urbanistas, parte vê a chance de revitalizar a região, com atração de mais comércio e escritórios, além da ocupação por meio da moradia. Outros especialistas veem risco de gentrificação (alta do custo de vida e exclusão urbana).

Já movimentos pró-moradia e vizinhos da Praça Princesa Isabel, que deverá ser o novo centro do poder em São Paulo, cobram informações sobre as desapropriações no entorno.

Para a nova sede administrativa, é prevista uma esplanada na praça para abrigar órgãos estaduais hoje no Palácio dos Bandeirantes e em dezenas de endereços pela cidade. Serão cinco edifícios, com dois blocos em cada um, para 28 secretarias e 36 órgãos estaduais, além de áreas verdes, subsolos e espaços comuns.

O Palácio dos Bandeirantes será mantido como residência oficial de Tarcísio e sede do acervo artístico-cultural. Secretarias mais próximas do governador - como Comunicação, Casas Militar e Civil - seguem no Morumbi. Ele também vai despachar no Palácio Campos Elíseos.

A estratégia é ocupar fisicamente. Aproximadamente 22 mil servidores serão transferidos para os novos prédios. O pavimento térreo será aberto ao público com fachadas ativas, que terão comércio e serviços, como lojas, cafés e pequenos restaurantes. A ideia é manter o centro vivo também após o expediente.

Até novembro, o escritório deve entregar a modelagem final do projeto, que será submetida a audiências públicas no início de 2025. Para abril, está previsto o edital para o leilão e a definição do concessionário deve ocorrer entre julho e agosto. As obras devem começar ainda no ano que vem.


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FONTE: ESTADãO