Por Leticia Furlan
O maior prédio residencial do mundo ainda nem saiu do chão, mas já ocupa um papel central na estratégia da FG Empreendimentos de ampliar sua presença internacional. O Senna Tower, arranha-céu de 550 metros e 157 andares em Balneário Camboriú, concentra parte relevante dessa tese. Com VGV estimado em R$ 8,5 bilhões, o empreendimento virou o principal cartão de visitas da incorporadora para investidores globais.
“Nosso movimento internacional não é expansão territorial, é expansão de capital”, afirma Jean Graciola, CEO da FG, em entrevista à EXAME. “Estamos conectando investidores globais a imobiliários brasileiros de excelência.”
Mesmo antes do início das obras, o projeto já ultrapassa R$ 2,2 bilhões em vendas. O avanço ocorre em paralelo à fase de fundação, considerada uma das mais complexas da obra.
Mas o empreendimento de mais de cem andares foi estruturado com investimento totalmente nacional. O Senna Tower é uma parceria entre FG Empreendimentos, marca Senna e Havan. O montante, de aproximadamente R$ 3 bilhões, é custeado pela FG e pela família Hang.
Agora, a estratégia passa por estruturar presença também fora do país - com escritório em Miami e aproximação com mercados como Portugal, Espanha e Itália - para ampliar a base de compradores e financiadores.
A aposta em capital internacional não é casual. O perfil do produto exige um público que vai além do mercado doméstico. Hoje, cerca de 16% das vendas do Senna Tower já vêm de compradores estrangeiros, percentual acima da média da própria FG, de 12%. Esse grupo inclui investidores da América Latina, Estados Unidos e Europa.
"Mais do que um indicador comercial, esses números refletem a capacidade da companhia de competir em um mercado global, atraindo capital estrangeiro a partir de atributos como engenharia de ponta, segurança jurídica e produtos com padrão internacional", explica Alex Brito, diretor comercial, marketing e experiência do cliente da FG.
As unidades mais exclusivas - como as coberturas triplex de 903 metros quadrados - podem chegar a R$ 300 milhões. A companhia mantém a estratégia de estruturar um leilão digital internacional para esses ativos, em linha com o posicionamento global do projeto e com o perfil desse público.
Hoje, os compradores já se concentram não só no Sul e Centro-Oeste, mas também em mercados como Estados Unidos e Europa. A expectativa é ampliar esse alcance à medida que a presença internacional da companhia se consolida.
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