De olho em medidas de impacto que possam melhorar popularidade em ano eleitoral, o governo federal inicia nesta quarta-feira um novo modelo de financiamento de imóveis com ampliação do Minha Casa Minha Vida para os brasileiros da classe média. Entre as medidas, estão previstas a redução dos juros e a ampliação do público com permissão de adesão para quem ganha até R$ 13 mil. A partir de agora, poderão ser incluídos no financiamento imóveis de até R$ 600 mil. Começam a valer nesta quarta-feira também as mudanças no programa de reformas de casas.
No fim de março, o Conselho Curador do FGTS aprovou o aumento na renda máxima de famílias que podem financiar imóveis pelo Minha Casa, Minha Vida. Os investimentos priorizarão o atendimento das famílias inseridas na Faixa 3 do programa, que engloba rendas mensais entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil.
Os valores das faixas foram reajustados. O limite de renda familiar mensal da faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3.200. Na faixa 2, passou de R$ 4.700 para R$ 5.000, enquanto na faixa 3 os valores passaram de R$ 8.600 para R$ 9.600. O valor máximo da renda familiar permitido na faixa 4, voltada à compra da casa própria pela classe média, subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 do programa e outras 8,2 mil na faixa 4.
As operações de financiamento com as novas regras do Minha Casa Minha Vida serão feitas pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil já a partir desta quarta-feira, dia 22.
Confira os novos limites de renda por faixa:
Novos valores máximos dos imóveis
Reforma de casas
Também começará a valer a ampliação do programa para reforma de casas, anunciada semana passada pelo governo federal. Entre as medidas, estão previstas a redução dos juros, o aumento do ticket máximo da reforma de R$ 30 mil para R$ 50 mil e a ampliação do público com permissão de adesão para quem ganha até R$ 13 mil. Antes, o programa de reforma de casas era aberto para quem ganhava até R$ 9,6 mil.
Com relação aos juros, as taxas são atualmente de 1,17% para quem ganha até R$ 3,2 mil e de 1,95% para quem tem faixa de renda superior. Agora, a taxa será uniformizada em 0,99% ao mês para qualquer faixa de renda. O governo também estendeu o prazo de amortização para 72 meses. Antes, era 60 meses.
Para viabilizar essas e outras medidas, o governo confirmou um aporte adicional de R$ 20 bilhões provenientes do Fundo Social do Pré-Sal para o programa Minha Casa, Minha Vida. Esse novo volume de recursos visa garantir a contratação de um milhão de unidades habitacionais neste ano.
- Vamos aportar R$ 20 bilhões do fundo social chegando no orçamento recorde R$ 200 bilhões - disse o ministro das Cidades, Vladimir Lima, em evento na semana passada.
O anúncio foi feito semana passada durante reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e representantes do setor da construção civil no Palácio do Planalto.
Reforma de casas
Também começarão a valer a ampliação do programa para reforma de casas, anunciada semana passada pelo governo federal. Entre as medidas, estão previstas a redução dos juros e a ampliação do público com permissão de adesão para quem ganha até R$ 13 mil. Atualmente, o programa de reforma de casas é aberto para quem ganha até R$ 9,6 mil e agora passará para R$ 13 mil, igualando-se ao teto do Minha Casa, Minha Vida.
Com relação aos juros, as taxas são atualmente de 1,17% para quem ganha até R$ 3,2 mil e de 1,95% para quem tem faixa de renda superior. Agora, a taxa será uniformizada em 0,99% ao mês para qualquer faixa de renda. O governo também estendeu o prazo de amortização para 72 meses. Antes, era 60 meses.