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29/06/2026

Alta dos imóveis bate custos de construção, aluguel e inflação, mesmo com trégua em maio; veja por capitais – Valor Investe

Apesar da trégua mensal, os imóveis acumulam uma valorização de 18,45% nos últimos 12 meses, superando com folga os principais indexadores da economia no mesmo período

Por Larissa Maia

Para o brasileiro que está planejando comprar a casa própria, o mês de maio trouxe um leve alívio no ritmo de subida dos preços: o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), da Abecip em parceria com a FGV/IBRE, registrou uma alta de 0,53% no mês, uma desaceleração em relação a alta de 0,67% em abril. O problema, porém, é quando se olha o longo prazo.

Apesar da trégua mensal, os imóveis acumulam uma valorização de 18,45% nos últimos 12 meses, superando com folga os principais indexadores da economia no mesmo período: o custo da construção civil (INCC de 6,68%), a inflação oficial do país (IPCA de 4,72%) e o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), de 5,42%.

Raio-X das Capitais: onde o preço pesou mais

O levantamento aponta que a valorização continua disseminada pelo país, embora de forma menos homogênea entre as capitais.

No recorte regional, o comportamento foi misto:

No Sudeste, o freio no indicador foi puxado por São Paulo, onde houve desaceleração de 0,76% em abril para 0,22% em maio. Em contrapartida, o mercado no Rio de Janeiro acelerou, atingindo valorização de 1,21% em maio.

No Nordeste, Salvador ganhou força, com alta de 0,98%, enquanto Recife desacelerou na margem, mas manteve uma das maiores valorizações do país, com 28,07% em 12 meses.

No Sul, Curitiba seguiu entre os mercados mais pressionados, com 28,39% em 12 meses, apesar da desaceleração mensal. No Centro-Oeste, Goiânia recuou 0,10% em maio, enquanto Brasília subiu 0,61% e manteve valorização elevada, de 23,66% em 12 meses.

 

FONTE: VALOR INVESTE