Por Thaís Soares
O objetivo foi manifestado pela empresa em uma conversa com o time de analistas do BTG, como parte do plano para aumentar a velocidade de vendas, que caiu para 51,1% no primeiro trimestre deste ano, depois de encerrar 2025 em 52,3% e ficar em 58,5% um ano antes.
Na avaliação do banco, a Faixa 1 continua tendo uma demanda elevada, mas pouco atendida.
Parte da dificuldade na oferta vem das regras urbanísticas e exigências mínimas do programa em São Paulo.
Enquanto o Plano Diretor incentivou nos últimos anos a construção de estúdios - tipologia que permite aumentar o número de unidades e melhorar a conta financeira dos projetos - os empreendimentos enquadrados na Faixa 1 precisam seguir exigências mínimas de metragem e configuração dos apartamentos, o que acabou reduzindo a atratividade econômica desse segmento para incorporadoras maiores.
Recentemente, porém, o teto das faixas foi atualizado, o que pode voltar a viabilizar projetos da Faixa 1.
A Plano&Plano também quer concentrar uma parte relevante dos lançamentos de 2026 na Faixa 2.
Esta categoria, porém, concentra uma das disputas mais acirradas do MCMV em São Paulo, pela presença crescente de incorporadoras maiores e mais capitalizadas, segundo o BTG Pactual.
“É um dos nichos mais competitivos, mas onde a Plano&Plano tem um histórico operacional forte,” escreveram os analistas em relatório.
A velocidade de vendas virou a principal prioridade da incorporadora, em um momento em que as empresas tentam equilibrar crescimento de lançamentos com controle de estoque.
A Plano&Plano acredita ser possível aumentar os lançamentos entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão em 2026, considerando o atual landbank e o pipeline de aprovações, embora o ritmo dependa justamente da evolução das vendas.
O estoque disponível para venda da Plano&Plano subiu 19% na comparação anual e encerrou o primeiro trimestre em R$ 3,9 bilhões. Em unidades, o crescimento foi de 11,8%, para 11.765 apartamentos.
Apesar da alta, a maior parte desse estoque ainda está em construção. Apenas 1,2% das unidades disponíveis para venda estavam prontas no fim de março.