Por Jeffrey Steele
Os prêmios de seguro residencial já representaram uma parcela relativamente pequena do custo mensal de uma casa nos Estados Unidos.
Nos últimos anos, porém, esses valores passaram a crescer em ritmo superior tanto ao aumento da renda das famílias quanto à elevada inflação do país.
Segundo o Home Buying Institute, os prêmios de seguros dispararam 24% entre 2021 e 2024, muito acima da inflação de 11% no mesmo período.
O resultado é que, para compradores que são obrigados pelos credores a manter contas de garantia (escrow accounts), o aumento dos custos com seguro torna cada vez mais difícil a compra de um imóvel, ao elevar o valor das despesas mensais do financiamento.
Diversos fatores explicam a escalada dos custos dos seguros. A inflação impactou tanto os serviços da construção civil quanto os materiais de construção civil quanto os materiais de construção, elevando significativamente o custo para as seguradoras liquidarem sinistros.
A frequência e a intensidade cada vez maiores dos desastres naturais também levaram as seguradoras a reajustar suas tarifas. Além disso, essas empresas repassaram aos consumidores o aumento expressivo do custo do resseguro, contratado para cobrir eventos catastróficos.
Segundo o Home Buying Institute, o seguro representa atualmente um recorde histórico de aproximadamente 9% do valor médio das prestações mensais dos financiamentos imobiliários nos Estados Unidos.
As contas de garantia exigem reservas iniciais e depósitos mensais mais elevados, fazendo com que um em cada seis proprietários destine mais de 3% de sua renda apenas ao pagamento do seguro. Para muitos compradores, essa parcela pode determinar se a aquisição de um imóvel será financeiramente viável ou não.
Quem não consegue absorver essas despesas adicionais pode estar contribuindo, ao menos em parte, para o aumento do número de negociações canceladas ou de atrasos durante a etapa de conclusão da compra do imóvel.