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26/03/2024

Plano&Plano; (PLPL3): Depois de recordes, resultados de 2024 devem ser ainda melhores, diz CFO (Money Times)

Pouco mais de três anos após tornar-se uma companhia de capital aberto e passar a ser negociada na Bolsa brasileira, a Plano&Plano (PLPL3) fechou 2023 comemorando o melhor ano de sua história ao alcançar cifras recordes de vendas, lucro e receita líquida

Por Flávya Pereira

 

Pouco mais de três anos após tornar-se uma companhia de capital aberto e passar a ser negociada na Bolsa brasileira, a Plano&Plano (PLPL3) fechou 2023 comemorando o melhor ano de sua história ao alcançar cifras recordes de vendas, lucro e receita líquida.

As ações da construtora do segmento baixa/média renda também exibiram um forte desempenho no ano passado, com a segunda maior valorização, de quase 200%, entre as empresas do setor.

 

Passada a régua no último ano, após divulgar neste mês os resultados do quarto trimestre, os planos da empresa de quase três décadas de história é crescer mais. 

Em entrevista exclusiva ao Money Times, o diretor financeiro e de relações com investidores da Plano&Plano, João Hopp, traça as metas até 2028, fala sobre a atuação da companhia em São Paulo e as expectativas para 2024.

 

As metas da Plano&Plano até 2028

 

Em relação ao desempenho em 2023, Hopp diz que a Plano&Plano entregou um ano de marcas históricas como resultado de muito investimento e de uma trajetória longa em seus quase 27 anos de história. 

 

“Essa performance, de recorde em vários indicadores, é resultado dessa trajetória. Nós nos estruturamos ao longo da nossa história em todas as frentes”, diz. 

 

Em setembro, faz quatro anos da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de PLPL3. A construtora sabe bem os próximos passos que quer dar, segundo o executivo.

“2024 vem com mais crescimento em cima do ano passado. A gente quer continuar crescendo de maneira sustentável, mitigando riscos e entregando resultados adequados. Se tudo der certo, este ano será melhor que 2023 em relação a resultados. Essa é a nossa expectativa”, comenta Hopp. 

 

Segundo o diretor financeiro e de RI, a Plano&Plano tem o caminho de crescimento mapeado até 2028. 

 

“Os ciclos de incorporação imobiliária são longos. Então, nós temos um planejamento até 2028. O crescimento da empresa vem nesse momento em que tivemos nos últimos meses ajustes no programa Minha Casa, Minha Vida [MCMV], que facilitam o enquadramento do cliente. Temos projeto suficiente para crescer”, complementa.

 

A construtora traçou atingir R$ 500 milhões em valor geral de vendas (VGV) em projetos 100% próprios, desconsiderando parcerias. Tal montante foi estabelecido para o período de 2023 a 2025, por ano. 

 

“No ano passado, atingimos R$ 670 milhões nesse quesito. A gente conseguiu entregar um pouco mais do que a gente mirava. Agora, este ano, queremos superar esse total em mais R$ 500 milhões. E no ano que vem, mais R$ 500 milhões [em VGV]”, acrescenta.

Contudo, esses valores não são guidance da companhia, esclarece o executivo, acrescentando que, entre 2020 e 2022, o VGV 100% Plano&Plano atingiu R$ 190 milhões, na média.

 

R$ 12 bilhões em landbank

 

Com atuação concentrada em São Paulo, Hopp conta que a construtora tem um banco de terrenos (landbank) equivalente a R$ 12 bilhões em VGV.

 

“Não temos terreno até 2028. Mas os projetos estão sendo aprovados e lançados em fases. Sabemos o quanto comprar e em que segmentos de renda comprar”, comenta o executivo, reforçando que a construtora também atua no segmento de médio renda, acima da faixa de preço atendida pelo Minha Casa, Minha Vida.

 

O executivo da construtora, que tem a Cyrela (CYRE3) como a sua maior acionista detendo 33% das ações, explica que a estratégia é aumentar e repor o banco de terrenos após comprar R$ 6 bilhões e vender quase R$ 3,5 bilhões no ano passado.

 

Com 53 canteiros de obras pela cidade, comprar esse volume de terrenos não foi problema para a Plano&Plano, que tem projetos em diferentes regiões da capital paulista. 

“Quando você vai para, especialmente, a região central e [em bairros] de classes mais altas, há muito menos terrenos. Quando você vai para o projeto MCMV, baixa renda, tem os eixos de transporte que são sempre importantes. São Paulo é imensa”, diz Hopp.

Apesar da concorrência ser grande entre as construtoras, ele acrescenta que há muita oportunidade de compra de terreno, tendo “muito o que explorar na cidade”.

 

Lançamentos em 2024

 

Com o segmento de baixa renda aquecido após as mudanças no programa MCMV, o ritmo de lançamentos da Plano&Plano não para. 

Ao fechar 2023 com VGV recorde de 28 empreendimentos lançados, o diretor financeiro e de RI da companhia diz que os números prévios do primeiro trimestre deste ano estão “dentro do esperado”, com demanda “super forte” e lançamentos ocorrendo “de maneira adequada”. 

 

Em abril, as construtoras e incorporadoras divulgarão as prévias operacionais de janeiro a março de 2024. Com isso, será possível ter ideia de como poderá ser o ano das empresas do setor e da própria PLPL3. 

FONTE: MONEY TIMES