Por Thaís Soares
Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Pernambuco ficou em segundo lugar em 2025, com 15.113 vagas criadas, seguido pela Bahia, com 10.055, e pelo Ceará com 9.486.
São Paulo lidera, com 23.591 postos abertos, e o Rio de Janeiro fecha o top 5, com 8.786.
Entre 2020 e 2022, o Nordeste apareceu no ranking com pelo menos um estado, mas depois perdeu espaço e ficou dois anos fora do grupo.
Agora, está voltando com força tripla, apesar de alguns players reclamarem que o aumento do valor do Bolsa Família na pandemia afastou profissionais na região e elevou os salários de quem seguiu trabalhando na área, mostrando que o setor está aquecido.
“Isso indica uma pujança maior do mercado nordestino, muito em função dos investimentos no programa Minha Casa Minha Vida,” disse Fernando Guedes, o presidente-executivo da CBIC.
Já Minas Gerais apresentou o pior saldo do País em 2025. O estado fechou o ano com menos 6,2 mil vagas, depois de ter figurado entre os maiores geradores até o terceiro trimestre – e sempre aparecer entre os cinco maiores desde 2020.
A queda foi concentrada na categoria Obras de Infraestrutura, segmento que registrou 8,5 mil demissões a mais do que admissões no estado.
“Foi uma surpresa negativa,” disse a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos.
Para 2026, a entidade estima crescimento de 2% no PIB do setor – acima do 1,3% projetado para este ano.
O custo ainda é um ponto de atenção para o mercado. O INCC acumulou alta de 6,78% em 12 meses até setembro — acima do IPCA — puxado principalmente pela mão de obra, que encareceu quase 10% num mercado de trabalho aquecido, com taxa de desemprego no menor nível desde 2012.
“2026 é um ano atípico, com eleições e Copa do Mundo. Temos também um número grande de feriados, mas temos expectativa de crescimento projetada com as condições macroeconômicas nesse momento,” disse Guedes.