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23/05/2023

Índice de preço dos imóveis avança 6,3% em um trimestre e 40% em um ano (Valor Econômico)

Indicador da Abrainc e Deloitte aponta que ocorreu um incremento de 7,6% no preço das unidades econômicas, do programa Minha Casa, Minha Vida, e alta de 4,3% no médio e alto padrão no 1º trimestre

O Indicador de Confiança do Setor Imobiliário Residencial, pesquisa feita pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Deloitte, aponta que, no primeiro trimestre, houve alta de 6,3% no índice de preço dos imóveis, em relação ao último período de 2022. Ocorreu um incremento de 7,6% no preço das unidades econômicas, do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), e alta de 4,3% no médio e alto padrão.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, há alta de 40% no índice geral dos preços, também com incremento maior no setor econômico (47,3%) do que no de médio e alto padrão (33,9).

O levantamento foi feito com 49 construtoras e incorporadoras.

 

Para o segundo trimestre, a expectativa é de aumento nos preços das unidades, sendo que as empresas do MCMV esperam uma alta mais forte. Para os próximos cinco anos, espera-se um “forte aumento” nos preços em geral.

O índice de vendas de imóveis residenciais caiu 0,7% ante o final de 2022, mostra a pesquisa. A leve retração foi puxada pelo segmento de médio e alto padrão, que recuou 4,4%, enquanto o setor econômico, de unidades do MCMV cresceu 2,8%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2022, há um leve aumento de 0,7% no índice de vendas, com resultados extremos dos dois lados: o econômico subiu 21,3%, enquanto o de médio e alto padrão recuou 16%.

 

Para o segundo trimestre e os próximos 12 meses, a expectativa é de vendas maiores no MCMV e estáveis no médio e alto padrão. Um dos motivos para isso é o crescimento lento da economia e as condições pouco atrativas do financiamento imobiliário, aponta o texto que acompanha os dados da pesquisa.

 

A demanda pelos imóveis variou pouco em relação ao final do ano passado. O índice de procura pelas unidades cresceu 1% no geral, com alta de 2,8% para o MCMV e queda de 1,1% para o segmento de médio e alto padrão.

 

Em relação ao primeiro trimestre de 2022, também há estabilidade na procura percebida. O índice manteve os mesmos 146,5 pontos. Para o segmento econômico, houve aumento de 22,6% na procura, enquanto no médio e alto padrão houve queda de 17,5%.

Luiz França, presidente da Abrainc, afirma que, no geral, os empresários sinalizam que o desempenho do setor em 2023 deve ser similar ao dos últimos anos.

 

Entre as empresas pesquisadas, 90% pretendem lançar empreendimentos em 3 a 12 meses, o que representa um recuo de 6 pontos percentuais ante o quarto trimestre e de 5 pontos sobre o início de 2022. 

FONTE: VALOR ECONôMICO