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27/03/2024

Governo anunciará medidas para destravar setor imobiliário na semana que vem, diz Haddad (UOL)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que o governo deve anunciar na próxima semana uma série de medidas para destravar o mercado imobiliário, envolvendo a criação de um mercado secundário de títulos imobiliários "muito robusto"

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que o governo deve anunciar na próxima semana uma série de medidas para destravar o mercado imobiliário, envolvendo a criação de um mercado secundário de títulos imobiliários "muito robusto".

"Vamos tomar medidas na semana que vem que vão destravar esse mercado imobiliário. Vamos criar um mercado secundário de títulos imobiliários", disse Haddad em entrevista à rádio Itatiaia.

 

O ministro afirmou que a equipe econômica tem mantido discussões com os líderes do setor imobiliário do país para desenvolver as medidas e relatou que o entusiasmo está "muito grande" para que elas sejam apresentadas.

Haddad ainda indicou que as medidas vão beneficiar também a classe média e trabalhadora, defendendo que a construção civil pode impulsionar o potencial de crescimento da economia brasileira.

 

"Penso que a classe média e a classe trabalhadora vão ter boas novidades no futuro próximo com a edição dessa medida possivelmente no começo de abril", acrescentou.

Na entrevista, Haddad também disse que o governo tem "boa vontade" para equacionar o problema da dívida dos Estados com a União. Ele afirmou que o Congresso tem pressa em receber o projeto do Executivo para o tema, de forma que o governo tentará enviá-lo antes do prazo máximo estipulado de 60 dias.

 

Na terça-feira, em reunião com governadores, a Fazenda apresentou uma proposta para reduzir os juros das dívidas dos Estados, exigindo em contrapartida a criação e ampliação de matrículas em educação profissional técnica.

 

O ministro classificou o projeto como uma "troca justa", apontando que o governo agiu sobre a questão por iniciativa própria e não por pressão do Congresso ou dos Estados.  

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

FONTE: UOL