Notícias

05/03/2026

Financiamentos imobiliários com recursos da poupança caem 8% em janeiro para R$ 12,1 bilhões, diz Abecip – Valor Econômico

No acumulado de 12 meses, o montante financiado soma R$ 155,2 bilhões, redução de 15,7% frente ao período anterior

Por Rita Azevedo

Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança (SBPE) recuaram 8,2% em janeiro, para R$ 12,1 bilhões, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

O volume é 28,4% menor que o apontado em dezembro. No acumulado de 12 meses, o montante financiado soma R$ 155,2 bilhões, redução de 15,7% frente ao período anterior.

Em unidades, foram financiados 35,7 mil imóveis em janeiro, com retração mensal de 28% e queda de 5,5% em relação a janeiro de 2025. No acumulado de 12 meses, o total chega a 455,6 mil unidades, recuo de 16%.

Os financiamentos com recursos livres mantêm maior relevância no mercado, segundo a Abecip. Em janeiro, somaram R$ 2,26 bilhões, alta de 3,5% na comparação anual. Em número de imóveis, foram 12,9 mil unidades, crescimento de 14,2% frente a janeiro do ano passado.

A poupança SBPE registrou captação líquida negativa de R$ 18,8 bilhões em janeiro, o que, segundo a entidade, reflete questões sazonais. O saldo total das cadernetas encerrou o mês em R$ 752,5 bilhões, com leve retração de 0,7% em relação a janeiro de 2025.

Projeções

O volume de financiamento imobiliário deve crescer 16% em 2026, após um avanço de 3% em 2025, segundo os cálculos da Abecip. O desempenho do mercado deve refletir os efeitos do novo modelo de financiamento imobiliário, anunciado pelo governo em outubro do ano passado, e outros fatores, como a queda da Selic.

A estimativa é que as concessões com recursos da poupança (SBPE) avancem 15%, alcançando R$ 180 bilhões. Já os financiamentos com recursos do FGTS, destinados à habitação social, devem crescer 5%, para R$ 145 bilhões.

Os recursos livres, que somaram R$ 31 bilhões em 2025, devem registrar expansão de 66% neste ano, segundo a entidade.

FONTE: VALOR ECONôMICO