Por Nathalia Costeira
A Copa do Mundo de 2026 está em curso e alterou a programação de negócios de 40% dos brasileiros que planejam fazer negócios imobiliários neste ano, mostra pesquisa realizada pela Loft em parceria com a Offerwise. Dos 40%, disseram antecipar os planos de comprar ou alugar 18% dos entrevistados; outros 12% afirmaram que postergaram.
Quase a metade (49%) afirmaram que não mudaram os planos e 20% disseram não saber. O levantamento ouviu 283 pessoas com intenção de compra ou locação de imóvel, em seis capitais - Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Goiânia - e cruzou os dados por gênero, faixa etária e classe social. A pesquisa de campo foi realizada entre abril e maio de 2026.
“Historicamente os fatores mais importantes na decisão de mudar de imóvel é renda e crédito, por isso, faz sentido que a maior parte responda que não mudou os planos por causa da Copa. Mas 40% é um patamar relevante, que mostra a importância do Mundial na vida dos brasileiros”, afirmou Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
“Historicamente os fatores mais importantes na decisão de mudar de imóvel é renda e crédito, por isso, faz sentido que a maior parte responda que não mudou os planos por causa da Copa. Mas 40% é um patamar relevante, que mostra a importância do Mundial na vida dos brasileiros”, afirmou Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Copa vs. planos imobiliários: o que dizem os números
A tabela abaixo mostra como a Copa influencia - ou não - os planos de compra e aluguel, comparando o total geral com o recorte por gênero.
O recorte de gênero revela um contraste relevante: os homens são os mais propensos a antecipar uma decisão imobiliária por causa da Copa (28%), enquanto as mulheres concentram a maior parcela de indecisão (27% responderam “não sei”). A intenção de adiar, no entanto, é idêntica entre os dois grupos.
Diferenças por cidade e faixa etária
A análise por cidade revela contrastes importantes. Brasília lidera entre os que pretendiam manter os planos (64%), enquanto Goiânia concentrava a maior parcela de indecisos (42% responderam “não sei”) - o maior índice entre todas as praças pesquisadas.
Por faixa etária, os entrevistados de 35 a 44 anos eram os mais resolutos: 59% afirmaram que seguiriam com seus planos. Entre os mais jovens, de 18 a 24 anos, esse percentual caiu para 43% - e a parcela que não sabe responder subiu para 35%, a maior entre todos os grupos etários.
O peso das dificuldades financeiras
A leitura faz sentido quando se observa o perfil geral do comprador captado pela pesquisa: 93% relatavam alguma dificuldade no processo de compra, com destaque para juros altos no financiamento, parcelas acima do esperado e dificuldade em juntar o valor da entrada. Nesse cenário de pressão financeira persistente, um evento esportivo dificilmente altera a equação.
O índice de confiança do mercado imobiliário medido pela pesquisa atingiu na Onda 6 o maior patamar desde a Onda 3, sinalizando aquecimento da demanda em relação à oferta disponível - o que reforça que o setor segue com dinâmica própria, independente do calendário esportivo.
Copa na sala de estar, não na planilha financeira
Se a Copa não altera os planos imobiliários da maioria, ela ao menos movimenta o lar de uma parte dos torcedores. Cerca de 28% dos entrevistados planejavam decorar a casa para acompanhar os jogos, com a sala de estar como ambiente preferido (53%). Entre a classe A, esse interesse sobe para 55%.
A bandeira do Brasil é item quase obrigatório entre os que iriam decorar, escolhida por 75% desse grupo. Balões apareciam em segundo lugar (46%), seguidos de vuvuzelas e apitos (33%) e luzes decorativas (33%).