Por Alex Ribeiro e Gabriel Shinohara
O volume passou de R$ 703,4 bilhões em fevereiro para R$ 692,7 bilhões em março deste ano, conforme divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC).
Para as pessoas físicas, houve alta de 0,2% na mesma base de comparação, passando para R$ 384,7 bilhões, enquanto para as pessoas jurídicas foi registrada queda de 2,1%, para R$ 313,5 bilhões.
No crédito livre total, as concessões com ajuste sazonal recuaram 1,7%, para R$ 619,8 bilhões em março. No crédito direcionado, caíram 1,2%, para R$ 73 bilhões.
As concessões totais, sem a dessazonalização, subiram 20,3% no mês e somaram R$ 732,9 bilhões. Para clientes corporativos os novos empréstimos subiram 25,8% contra o mês anterior, totalizando R$ 342,4 bilhões.
Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 390,5 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, alta de 15,8% em relação a fevereiro.
As concessões com recursos livres, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e clientes, avançaram 19,4%, para R$ 663,3 bilhões. Já as operações com recursos direcionados, que são regulamentadas pelo governo ou vinculadas a recursos orçamentários, avançaram 29,3% para R$ 69,7 bilhões.
As concessões de crédito imobiliário para as pessoas físicas com recursos direcionados subiram 24,5%, para R$ 22,6 bilhões no mês, acumulando queda de 0,3% em 12 meses. A taxa anual de juros, por sua vez, subiu 0,9 pontos ao ano entre fevereiro e março, para 11,6% ao ano.
As concessões de crédito para a compra de veículos por pessoas físicas subiram 23,32% no mês, para R$ 22,7 bilhões. A taxa de juros média caiu 0,7 ponto, para 26,6% ao ano de fevereiro para março.
Olhando as concessões do BNDES, houve alta de 56,6% no mês, para R$ 8,9 bilhões. Em fevereiro, o valor de concessões havia sido de R$ 5,7 bilhões. Em 12 meses, a alta é de 39,2%.
Estoque
O saldo das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 0,9% em março, para R$ 7,215 trilhões. Em 12 meses, o saldo cresceu 9,66%.
O saldo total do crédito livre subiu 1,1% em março, chegando a R$ 4,107 trilhões, com crescimento de 7,73% em 12 meses. Já o crédito direcionado avançou 0,74%, para R$ 3,108 trilhões, uma alta de 12,32% em 12 meses.
O saldo total de crédito para as famílias aumentou 0,83% no mês, chegando a R$ 4,530 trilhões, com elevação de 10,92% em 12 meses. Para as empresas, houve alta de 1,13% no mês e 7,60% em 12 meses, para R$ 2,685 trilhões.
As projeções mais recentes do BC para o crescimento nominal do estoque de crédito em 2026 são: 9% para o total; 8,1% para o livre; 10,2% para o direcionado; 9,5% para pessoas físicas; 8,2% para pessoas jurídicas.
O estoque total de crédito imobiliário para as pessoas físicas com recursos direcionados subiu 1% em março na comparação com fevereiro, somando R$ 1,339 trilhão. Em 12 meses, a alta foi de 11,6%.
O saldo de operações para a compra de veículos por pessoas físicas teve alta de 0,79% em março, para R$ 411,6 bilhões. Em 12 meses, a alta é de 15,96%.
A carteira de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas encerrou março com alta de 1% sobre fevereiro, para R$ 485,1 bilhões.
Crédito ampliado
O crédito ampliado ao setor não financeiro recuou 0,3% em março, na comparação com fevereiro, alcançando R$ 20,996 trilhões. Em 12 meses, o avanço é de 11,2%.
Essa é considerada pela autoridade monetária a medida mais abrangente do crédito, já que inclui não apenas empréstimos e financiamentos, mas também o mercado de capitais e empréstimos externos.