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07/08/2026

Com crédito mais seletivo, estruturação vira diferencial no mercado imobiliário – Valor Econômico

Com lançamentos e vendas ainda em patamares relevantes, o setor imobiliário brasileiro exige mais precisão em funding, demanda e execução. Nesse contexto, a BRL Realty Group concentra sua atuação na estruturação de ativos com potencial de desenvolvimento em São Paulo.

Por Pulse Brand

O mercado imobiliário brasileiro segue em movimento relevante, mas a dinâmica recente do setor tem deixado mais clara a diferença entre identificar oportunidades e conseguir estruturá-las com eficiência. Nos 12 meses encerrados em abril de 2025, o mercado residencial somou 189,4 mil unidades vendidas, com R$62,6 bilhões em vendas, enquanto os lançamentos alcançaram 169,6 mil unidades e R$61,8 bilhões, segundo o indicador Abrainc-Fipe. Na cidade de São Paulo, principal praça imobiliária do país, janeiro de 2026 terminou com 4.150 unidades residenciais lançadas e 8.130 vendidas, de acordo com a pesquisa mensal do Secovi-SP.

Esse volume, porém, não reduz a complexidade da operação no país. Em um ambiente de capital mais restrito, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança SBPE somaram R$163,5 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro de 2025, queda de 6,2% em relação aos 12 meses anteriores. Ao mesmo tempo, o Banco Central informou, em seu comunicado mais recente do Copom, a manutenção da taxa Selic em 14,75% ao ano, reforçando um cenário em que custo financeiro, timing de lançamento e disciplina de execução voltam ao centro da estratégia de desenvolvimento imobiliário.

É nesse contexto que a BRL Realty Group concentra sua atuação. Segundo a companhia, o grupo mantém em São Paulo um pipeline de aproximadamente R$10 bilhões em potencial de desenvolvimento imobiliário atualmente em fase de estruturação. A expectativa é avançar na estruturação de cerca de R$3 bilhões em novos empreendimentos nos próximos ciclos, com foco em ativos que combinem consistência urbana, aderência de demanda e viabilidade financeira em diferentes cenários de mercado.

Para a empresa, o valor do projeto começa antes do lançamento. “Em mercados complexos como o Brasil, performance não é função do ativo final, mas da originação. É no land banking, onde leitura do mercado fundiário, estrutura de capital, engenharia de produto e timing se encontram, que o valor é, de fato, criado”, afirma Guilherme Freitas, CEO da BRL Realty Group.

A avaliação reforça uma lógica cada vez mais presente no setor. Mais do que identificar terrenos, o desafio está em transformar ativos em produtos viáveis, equilibrando funding, liquidez, execução e sensibilidade ao momento de mercado. Em um segmento diretamente impactado pelo custo de capital e pela volatilidade macroeconômica, a capacidade de estruturar projetos com eficiência passou a funcionar como diferencial competitivo concreto.

Na prática, isso exige uma atuação integrada entre leitura urbana, engenharia financeira e disciplina operacional. É essa combinação que tende a separar projetos que permanecem no campo da intenção daqueles que conseguem avançar com consistência comercial e sustentabilidade ao longo do ciclo.

A BRL Realty Group sustenta que o potencial de desenvolvimento também deve ser lido à luz de seu efeito econômico mais amplo. “Um pipeline fomentado de R$3 bilhões em desenvolvimento imobiliário nos próximos ciclos representa não apenas produção habitacional, mas a ativação de mais de 50 mil empregos diretos e indiretos, consolidando o setor como um dos principais vetores de crescimento econômico urbano”, destaca Guilherme Freitas.

Para a companhia, a tese está justamente nesse ponto: operar dentro da complexidade do mercado brasileiro com critérios de seleção, estruturação e execução cada vez mais rigorosos, conectando potencial urbano, disciplina financeira e capacidade real de entrega.

FONTE: VALOR ECONôMICO