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06/02/2026

Cidade de São Paulo tem mais lançamentos que vendas de imóveis, diz Secovi (UOL)

O mercado imobiliário da cidade de São Paulo teve expansão dos lançamentos em 2025, enquanto as vendas andaram em um ritmo menor, engordando os estoques de apartamentos não comercializados.

Por Estadão Conteúdo

Novamente, o MCMV (Minha Casa Minha Vida) foi o que puxou o mercado. Por sua vez, o setor de médio e alto padrão enfrentou dificuldades por causa dos juros altos dos financiamentos, o que derrubou as vendas no setor e foi a principal razão para alta dos estoques.

Os dados são de pesquisa divulgada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) hoje durante entrevista coletiva à imprensa.

Os lançamentos de imóveis residenciais subiram 34% em 2025 na comparação com 2024, totalizando 139,7 mil novas casas e apartamentos. As vendas cresceram 9%, para 113 mil unidades.

Em termos financeiros, os lançamentos tiveram alta de 40%, com os projetos avaliados em R$ 81,6 bilhões. As vendas foram 3% maiores, indo a R$ 58,8 bilhões.

A velocidade de vendas (que mede a quantidade de unidades vendidas em relação ao estoque disponível) em 2025 foi de 12,3%, o que representa um recuo de 0,9 ponto porcentual.

Com mais lançamentos do que vendas, o estoque de imóveis novos disponíveis para venda (considerando unidades na planta, em obras e recém-construídas) cresceu 40,3% em um ano, para 85,2 mil unidades.

No ritmo atual das vendas, esse estoque seria suficiente para abastecer a demanda por oito meses em casos de moradias populares, onde a liquidez é maior, e por onze meses no segmento de médio e alto padrão, que costumam demorar mais para serem vendidos.

Setores

Por mais um ano, o Minha Casa Minha Vida foi o grande motor do mercado imobiliário. Em 2025, os lançamentos e as vendas dentro do programa habitacional aumentaram 30%, para 85,3 mil unidades (61% do total), enquanto as vendas subiram 25%, para 72 mil unidades (63,7% total). Na média, os apartamentos do MCMV foram vendidos por R$ 265,5 mil na cidade de São Paulo no ano passado.

Já o segmento de médio e alto padrão ampliou os lançamentos em 41%, para 54,3 mil unidades, e as vendas caíram 11%, para 40,9 mil unidades. Neste mercado, o valor médio dos imóveis foi de R$ 1,1 milhão.

 

FONTE: UOL