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05/03/2026

Brasil e México lideram apetite por imóveis na América Latina, aponta CBRE – Papo Imobiliário

Quase um terço dos investidores da América Latina pretende aumentar a alocação de capital em ativos imobiliários em 2026, segundo a Pesquisa de Sentimento de Investimento na América Latina, publicada pela CBRE.

Por Carlos Cuevas - Bloomberg

 O movimento reflete a percepção de normalização do ambiente macroeconômico na região.

O levantamento ouviu investidores da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica e México. O sentimento geral foi classificado como “construtivo”, ainda que moderado.

“O sentimento em relação ao investimento imobiliário na América Latina permanece otimista para o início de 2026, com os investidores mantendo ou aumentando moderadamente os níveis de atividade”, afirma Lyman Daniels, presidente da CBRE México, Colômbia e América Central.

“As intenções refletem uma postura equilibrada, caracterizada por uma execução cautelosa e um investimento seletivo de capital em meio a um ambiente macroeconômico mais normalizado”.

Logística segue como refúgio de capital

No cenário regional, os setores logístico e industrial continuam liderando a preferência dos investidores. O desempenho é impulsionado pelo nearshoring e pela reconfiguração das cadeias globais de abastecimento.

A pesquisa detalha as prioridades por país:

  • Argentina: foco seletivo, com exposição oportunista e estratégias de valor agregado.
  • Brasil: liderança do segmento industrial e logístico, com avanço de escritórios e hotéis e resorts.
  • Colômbia: crescimento do interesse em logística, apoiado pelo e-commerce e melhorias em infraestrutura.
  • Chile: busca por ativos Core, além de escritórios e logística.
  • México: preferência por ativos industriais, logísticos e de escritórios, com sentimento positivo impulsionado pelo acordo comercial USMCA.

Cidades centrais concentram investimentos

Os investidores mantêm foco nas principais áreas metropolitanas, reforçando o papel das grandes cidades como âncoras da atividade imobiliária.

  • Chile: Santiago segue como prioridade para ativos essenciais e estáveis.
  • Colômbia: Bogotá e Medellín concentram o interesse.
  • México: Cidade do México lidera, além de polos industriais como Monterrey, Tijuana e Querétaro.
  • Argentina: dois eixos logísticos na Grande Buenos Aires ganham destaque, Camino del Buen Ayre e avenida Libertador CABA.
  • Brasil: São Paulo e região metropolitana concentram atenção, com avanço em escritórios e hotéis e resorts.

Compra e venda em ritmo equilibrado

As expectativas regionais indicam mercado relativamente equilibrado entre compra e venda, com nuances locais:

  • Argentina: compras seletivas e vendas moderadas.
  • Brasil: possibilidade de aumento nas aquisições, com abordagem criteriosa.
  • Chile: retorno gradual às estratégias de aquisição, sustentado por estabilidade institucional.
  • Colômbia: equilíbrio entre intenções de compra e venda.
  • México: interesse contínuo em aquisições, sobretudo em industrial e logística.

Impactos para o mercado brasileiro

Para incorporadores e desenvolvedores, o protagonismo de Brasil e México reforça a competitividade regional por capital estrangeiro e institucional. Corretores e gestores de ativos encontram maior previsibilidade em segmentos como logística e industrial. Já investidores devem manter postura seletiva, priorizando ativos bem localizados, com contratos sólidos e potencial de valorização.

O cenário indica 2026 menos volátil e mais estratégico, com capital direcionado a ativos resilientes e mercados consolidados.

FONTE: PAPO IMOBILIáRIO