Por Carlos Cuevas - Bloomberg
O movimento reflete a percepção de normalização do ambiente macroeconômico na região.
O levantamento ouviu investidores da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica e México. O sentimento geral foi classificado como “construtivo”, ainda que moderado.
“O sentimento em relação ao investimento imobiliário na América Latina permanece otimista para o início de 2026, com os investidores mantendo ou aumentando moderadamente os níveis de atividade”, afirma Lyman Daniels, presidente da CBRE México, Colômbia e América Central.
“As intenções refletem uma postura equilibrada, caracterizada por uma execução cautelosa e um investimento seletivo de capital em meio a um ambiente macroeconômico mais normalizado”.
Logística segue como refúgio de capital
No cenário regional, os setores logístico e industrial continuam liderando a preferência dos investidores. O desempenho é impulsionado pelo nearshoring e pela reconfiguração das cadeias globais de abastecimento.
A pesquisa detalha as prioridades por país:
Cidades centrais concentram investimentos
Os investidores mantêm foco nas principais áreas metropolitanas, reforçando o papel das grandes cidades como âncoras da atividade imobiliária.
Compra e venda em ritmo equilibrado
As expectativas regionais indicam mercado relativamente equilibrado entre compra e venda, com nuances locais:
Impactos para o mercado brasileiro
Para incorporadores e desenvolvedores, o protagonismo de Brasil e México reforça a competitividade regional por capital estrangeiro e institucional. Corretores e gestores de ativos encontram maior previsibilidade em segmentos como logística e industrial. Já investidores devem manter postura seletiva, priorizando ativos bem localizados, com contratos sólidos e potencial de valorização.
O cenário indica 2026 menos volátil e mais estratégico, com capital direcionado a ativos resilientes e mercados consolidados.