Mês a mês

Brasil e 10 capitais

IGMI-R Outubro 2025

 

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial

(IGMI-R)

 

O IGMI-R registrou alta de 2,52% em outubro, acima dos 2,28% observados em setembro. No acumulado em 12 meses, a variação passou de 15,39% para 16,76%, indicando a continuidade do movimento de valorização dos imóveis residenciais no país.

A leitura regional do IGMI-R na variação mensal mostra que três capitais registraram aceleração entre setembro e outubro. Ainda assim, em todas as quatro regiões acompanhadas apresentou desaceleração nas taxas de variação, mesmo com a alta do índice nacional no período.

No Sudeste, houve avanço em São Paulo, onde a taxa passou de 1,32% para 2,41%. No Rio de Janeiro, o índice permaneceu estável em 2,15%, enquanto em Belo Horizonte verificou-se desaceleração, com a variação recuando de 3,81% para 2,14%.

No Nordeste, a desaceleração foi generalizada: Recife de 4,28% para 3,43%, Salvador de 3,61% para 3,05% e Fortaleza de 1,59% para 1,07%.

Já no Sul e no Centro-Oeste, os sinais foram mistos. Apresentaram aceleração, Porto Alegre, de 1,48% para 2,81% e Brasília, de 1,85% para 4,73%, enquanto houve desaceleração nos preços dos imóveis em Curitiba, de 4,12% para 2,46% e Goiânia, de 0,76% para 0,70%.

Até outubro de 2025, o IGMI-R nacional acumula alta de 15,53% no ano, a maior variação para o período desde 2016. O resultado sinaliza um mercado imobiliário residencial aquecido e reforça a trajetória de recuperação em andamento nos últimos anos.

Entre as cidades analisadas, Brasília se destacou: a taxa acumulada saltou de 4,91% em 2024 para 22,36% em 2025, aproximando-se dos patamares mais elevados da série histórica. Goiânia, por sua vez, registrou 9,66%, a menor variação, e mostrou desaceleração relevante frente ao mesmo intervalo de 2024 quando registrou 13,40%, enquanto Salvador apresentou   variação de 18,63% para 17,74%.

No conjunto das cidades acompanhadas, o desempenho entre janeiro e outubro de 2025 confirma o dinamismo dos preços residenciais: em sete das dez capitais analisadas, as altas superaram as observadas no mesmo período de 2024.

No acumulado de 12 meses, o IGMI-R segue acelerando em ritmo superior ao INCC, elevando o hiato entre a valorização dos imóveis residenciais, com variação de 16,76% frente os custos de construção de 6,37%. Enquanto o INCC permanece em patamar moderado e relativamente estável — espelhando a dinâmica mais contida dos insumos e da mão de obra —, o IGMI-R reforça o quadro de reaquecimento do mercado imobiliário, sustentado por demanda resiliente e disponibilidade de crédito. Essa divergência indica que a recente valorização dos imóveis não se explica apenas pelos custos de obra, mas também por fatores estruturais de oferta e demanda, como o baixo nível de estoques e a recomposição gradual da confiança de famílias e investidores.

A variação acumulada em 12 meses evidencia movimentos opostos, porém complementares, entre o IGMI-R e o IVAR. O IGMI-R, que mede a valorização dos imóveis residenciais no mercado de compra e venda, mantém ritmo de aceleração, alcançando 16,76% em outubro de 2025 em um mercado ainda aquecido. Já o IVAR, que acompanha a evolução dos contratos de locação, mostra reajustes mais moderados, com alta de 5,58% em 12 meses, indicando aumentos de aluguel ainda contidos e relativamente compatíveis com a renda das famílias. Essa divergência reforça a leitura de um mercado imobiliário em maturação, no qual a valorização dos ativos ocorre em ritmo superior ao dos aluguéis, refletindo restrições de oferta e demanda firme nas principais capitais.

Em outubro de 2025, o IGMI-R acumulou alta de 16,76% em 12 meses, o triplo do IPCA, com 4,68% no mesmo período. Esse descompasso mostra que os preços dos imóveis seguem uma dinâmica própria, menos sensível à cesta de consumo das famílias. A persistência desse diferencial decorre da rigidez da oferta, do efeito ainda presente do encarecimento dos insumos da construção e da demanda resiliente em determinados segmentos e regiões. Nesse cenário, o imóvel segue se consolidando como ativo de preservação de valor em períodos de incerteza, mantendo forte apelo tanto para famílias quanto para investidores.

Na leitura em 12 meses, INCC e IVAR nem sempre caminham juntos. O INCC mede os custos de construção, refletindo a variação dos preços de materiais, equipamentos e mão de obra, enquanto o IVAR acompanha os preços de locação, mais diretamente influenciados pela renda das famílias e pelo equilíbrio entre oferta e demanda de imóveis. Em outubro de 2025, o INCC acumula alta de 6,37%, ao passo que o IVAR avança 5,58%, reforçando a dissociação entre custos de obra e dinâmica dos aluguéis. Mesmo em períodos de desaceleração dos custos de construção, o mercado locatício pode manter reajustes positivos, movimento que espelha oferta restrita em determinadas regiões, demanda persistente e o realinhamento gradual dos contratos.

 

IGMI-R Setembro 2025

 

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

 

O IGMI-R, índice que mede a valorização dos imóveis residenciais, avançou 2,28% em setembro, acelerando frente aos 1,79% de agosto. A taxa acumulada em 12 meses acelerou de 13,96% para 15,39%, sinalizando a continuidade da valorização dos imóveis residenciais no país.

 
 

A leitura regional do IGMI-R mostra que apenas três cidades registraram desaceleração entre agosto e setembro. Das quatro regiões acompanhadas pelo índice, apenas o Sudeste não apresentou recuo nas taxas de variação entre suas capitais. Na região, o movimento foi de aceleração em todas as cidades componentes: São Paulo passou de 0,94% para 1,32%, Rio de Janeiro de 1,30% para 2,15% e Belo Horizonte de 3,35% para 3,81%.

No Nordeste, o avanço também predominou. Recife acelerou de 2,50% para 4,28% e Salvador de 1,33% para 3,61%, enquanto Fortaleza foi a exceção, com variação mais moderada, passando de 2,44% para 1,59%.

Na região Sul, os movimentos foram mistos: Curitiba seguiu em alta de 3,86% para 4,12%, ao passo que Porto Alegre desacelerou expressivamente, de 3,65% para 1,48%. Já no Centro-Oeste, o comportamento também foi divergente — Brasília apresentou aceleração de 1,48% para 1,85%, enquanto Goiânia registrou leve desaceleração, de 0,97% para 0,76%.

 

De janeiro a setembro de 2025, o IGMI-R nacional acumula alta de 12,69% no ano, a maior variação para o período desde 2016. O resultado confirma o aquecimento do mercado imobiliário residencial e consolida a tendência de recuperação observada nos últimos anos.

Entre as capitais, Brasília segue em destaque, com a taxa acumulada passando de 6,70% em 2024 para 16,83% em 2025, mantendo-se em um dos níveis mais elevados da série. Goiânia, por outro lado, registrou 8,90% de variação de preços acumulada no ano e desacelerou de forma expressiva em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando registrou alta de 14,91%.

No conjunto das cidades acompanhadas, o desempenho entre janeiro e setembro de 2025 reforça o dinamismo dos preços residenciais, com oito das dez capitais analisadas registrando altas superiores às observadas em 2024 no mesmo período.   

Em 12 meses, o IGMI-R acelerou em ritmo superior ao INCC, ampliando o hiato entre a valorização dos imóveis residenciais e os custos de construção. Enquanto o INCC se mantém relativamente estável — refletindo a trajetória mais contida dos insumos e da mão de obra, o IGMI-R aponta para um mercado imobiliário em reaquecimento, sustentado por demanda resiliente e condições de crédito ainda favoráveis. Essa divergência sugere que a recente valorização dos imóveis não decorre apenas da elevação dos custos de obra, mas também de fatores estruturais de oferta e demanda nos grandes centros urbanos, como o baixo nível de estoques, o avanço das rendas e a recomposição gradual da confiança das famílias e investidores.  

A variação acumulada em 12 meses evidencia movimentos opostos, porém complementares, entre o IGMI-R e o IVAR. O IGMI-R mantém ritmo de aceleração, alcançando 15,39% em setembro de 2025 — sinal de ganhos patrimoniais expressivos e de um mercado ainda aquecido. Já o IVAR, que acompanha a evolução dos contratos de locação, mostra desaceleração gradual, com alta de 4,04% em 12 meses, indicando reajustes de aluguel mais contidos. Essa divergência reforça a leitura de um mercado imobiliário em maturação, no qual a valorização dos ativos ocorre em ritmo superior ao dos aluguéis, refletindo restrições de oferta e demanda firme nas principais capitais. 

O resultado acumulado do IGMI-R nos últimos 12 meses, até setembro, registrou alta 15,39%, quase o triplo do IPCA, que registrou 5,17% no mesmo período. Esse descompasso evidencia que os preços dos imóveis seguem uma dinâmica própria, menos sensível à cesta de consumo das famílias, e pode conter ainda o efeito residual do encarecimento dos insumos da construção e da demanda ainda resiliente em determinados segmentos e regiões metropolitanas. Nesse contexto, o imóvel parece estar se comportando como como ativo para preservação de valor em períodos de incerteza, tanto para famílias quanto para investidores. 

 

O INCC e IVAR nem sempre caminham na mesma direção. O INCC mede os custos de construção, refletindo a variação dos preços de materiais, equipamentos e mão de obra, enquanto o IVAR acompanha os preços de locação, mais diretamente influenciados pela renda das famílias e pelo equilíbrio entre oferta e demanda de imóveis. Em setembro de 2025, o INCC acumula alta de 7,07%, ao passo que o IVAR avança 4,04%, reforçando a dissociação entre custos de obra e dinâmica dos aluguéis. Mesmo em períodos de desaceleração dos custos de construção, o mercado locatício pode manter reajustes positivos — movimento que reflete oferta restrita, demanda persistente e realinhamento gradual dos contratos após o pico inflacionário de 2022.

 

 

 

IGMI-R AGOSTO 2025

 

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

O IGMI-R avançou 1,79% em agosto, desacelerando frente aos 2,10% de julho. Apesar do arrefecimento mensal, o acumulado em 12 meses acelerou de 12,88% para 13,96%, mantendo o dinamismo e sinalizando a continuidade da valorização dos imóveis residenciais no país.

 

 

A leitura regional do IGMI-R mostra trajetórias divergentes entre as grandes regiões. No Sudeste, o movimento foi heterogêneo: São Paulo e Rio de Janeiro desaceleraram, enquanto Belo Horizonte acelerou. No Nordeste, todas as cidades acompanhadas perderam fôlego, indicando dinamismo mais contido. O Sul foi a única região com avanço nas duas cidades de referência e registrou as acelerações mais fortes do país. No Centro-Oeste, Brasília desacelerou e Goiânia acelerou, reproduzindo o padrão misto do Sudeste e contrastando com a desaceleração generalizada do Nordeste.

 

 

 

No acumulado do ano, o IGMI-R nacional acumula alta de 10,19%, a maior para o período desde 2016. O resultado confirma um mercado imobiliário aquecido e consolida a recuperação dos últimos anos. Entre as capitais, Porto Alegre teve maior variação em relação ao ano passado, cuja taxa acumulada avançou de 2,27% em 2024 para 10,35% em 2025, o que pode ser atribuído ao desastre natural ocorrido na região, com impacto nos preços dos imóveis. Belo Horizonte, por sua vez, registrou a menor alta no acumulado do ano, com 11,88%, acompanhada das capitais Goiânia e São Paulo, foram as cidades analisadas pelo IGMIR que apresentaram desaceleração frente ao mesmo intervalo de 2024. No agregado, o desempenho de janeiro a agosto de 2025 reforça o dinamismo dos preços residenciais: sete das dez cidades analisadas apresentaram variações superiores às de 2024 no mesmo período.

Em 12 meses, o IGMI-R acelera mais que o INCC, ampliando o hiato entre a valorização dos imóveis residenciais e os custos de construção. Enquanto o INCC se mantém relativamente estável, refletindo a dinâmica dos insumos e da mão de obra, o IGMI-R sinaliza um mercado imobiliário aquecido, sustentado por demanda firme e disponibilidade de crédito. Esse descolamento indica que a recente alta dos preços residenciais não se explica apenas pelos custos de obra, mas também por condicionantes estruturais de oferta e demanda no setor habitacional.

 

A variação acumulada em 12 meses evidencia trajetórias distintas e complementares entre IGMI-R e IVAR. O IGMI-R retrata a valorização dos imóveis residenciais no mercado de compra e venda, enquanto o IVAR monitora a dinâmica dos contratos de locação. Nos últimos meses, o IGMI-R segue em ritmo mais acelerado, sinalizando ganho patrimonial, ao passo que o IVAR avança de forma mais moderada.

 

Em agosto de 2025, o IGMI-R acumulou alta de 13,96% em 12 meses, mais que o dobro do IPCA (5,13%). O descompasso indica que os preços dos imóveis seguem dinâmica própria, pouco atrelada à cesta de consumo das famílias. A persistência desse diferencial decorre da rigidez da oferta, do efeito ainda presente do encarecimento dos insumos de construção e da demanda resiliente em segmentos e metrópoles específicas. Assim, o imóvel segue se afirmando como ativo de preservação de valor em cenários de incerteza, reforçando seu apelo para famílias e investidores.

Na leitura em 12 meses, INCC e IVAR nem sempre caminham juntos. O INCC capta os custos de construir com mão de obra e insumos, enquanto o IVAR reflete os preços dos aluguéis, influenciados pela renda das famílias e pelo equilíbrio entre oferta e demanda. Em vários momentos recentes, mesmo com a desaceleração dos custos de obra, os aluguéis continuaram em alta, sinalizando que o movimento do mercado locatício é explicado menos pelos custos e mais pela combinação de oferta restrita e demanda ainda aquecida.

 

 

 

IGMI-R JULHO 2025

 

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

 

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) registrou alta de 2,10% em julho, acelerando em relação ao avanço de 1,19% observado em junho. Esse ganho no curto prazo impulsionou o acumulado em 12 meses, que passou de 11,73% para 12,88%, sinalizando a continuidade do movimento de valorização dos imóveis residenciais no país.

 

 

A leitura regional do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) revela trajetórias divergentes entre as grandes regiões do país. No Sudeste e no Nordeste, todas as cidades integrantes apresentaram aceleração, sinalizando maior dinamismo nos mercados locais. Já nas regiões Sul e Centro-Oeste, o índice apontou desaceleração em algumas capitais, indicando perda de fôlego no ritmo de valorização. Esses movimentos refletem as particularidades de cada mercado, condicionadas por fatores como oferta de imóveis, intensidade da demanda habitacional.

No Sudeste — maior mercado imobiliário do país e com peso relevante na formação do índice nacional — todas as capitais analisadas registraram aceleração da variação mensal entre junho e julho. O destaque foi o Rio de Janeiro, onde a taxa passou de 1,12% para 3,22%, configurando a maior alta do período. Em São Paulo, o índice avançou de 1,21% para 1,51%, enquanto em Belo Horizonte subiu de 1,24% para 1,47%. O desempenho conjunto dessas capitais reforça a influência da região nos preços do mercado imobiliário brasileiro e evidencia como seus movimentos tendem a direcionar o comportamento do índice nacional.

No Nordeste, todas as capitais analisadas voltaram a registrar aceleração tanto na variação mensal quanto na interanual. O destaque foi Salvador, cuja taxa mensal avançou de 1,24% em junho para 2,73% em julho, enquanto o acumulado em 12 meses passou de 18,76% para 20,89%. Recife e Fortaleza seguiram a mesma trajetória, com elevação em ambos os horizontes de comparação. Esse comportamento sincronizado evidencia a consistência do movimento de valorização na região, sustentado por fatores estruturais de demanda e pela atratividade crescente desses mercados.

Na região Sul, todas as capitais analisadas registraram desaceleração na variação mensal dos preços residenciais. O movimento foi mais intenso em Porto Alegre, onde a taxa recuou de 1,45% em junho para 0,28% em julho, levando o acumulado em 12 meses de 7,22% para 6,05%. Em Curitiba, a variação mensal também perdeu fôlego, passando de 1,67% para 1,60%, mas a trajetória de mais longo prazo foi distinta: no acumulado em 12 meses, a taxa avançou de 13,99% para 15,05%. Essa combinação de sinais evidencia a heterogeneidade do mercado, no qual pressões de curto prazo coexistem com tendências de valorização mais persistentes.

No Centro-Oeste, o desempenho foi marcado por trajetórias contrastantes. Em Brasília, única capital da região a registrar aceleração tanto na taxa mensal quanto na interanual, o índice avançou de 2,11% em junho para 2,18% em julho, enquanto a variação acumulada em 12 meses saltou de 4,59% para 8,04%. Já em Goiânia, o cenário foi oposto: a taxa mensal recuou de 1,04% para 0,72%, acompanhada de uma leve redução na comparação interanual, de 10,95% para 9,85%. Esse contraste evidencia a diversidade de dinâmicas dentro da região, refletindo fatores locais que afetam tanto a liquidez do mercado quanto as condições de valorização dos imóveis.

 

 

Até julho de 2025, o IGMI-R nacional acumulou alta no ano de 8,25%, o maior ritmo de valorização para o período desde o início da divulgação do IGMIR. O resultado confirma que o mercado imobiliário permanece aquecido, consolidando a trajetória de crescimento. Entre as capitais, Brasília manteve posição de destaque: a variação acumulada no ano passou de 10,65% em 2024 para 13,03% em 2025, permanecendo em patamar elevado. Já em Porto Alegre, embora o índice tenha exibido a menor taxa acumulada no ano até julho, com 6,46% de variação, o movimento foi de forte aceleração em relação ao mesmo período de 2024, quando registrou a marca de 2,15%. O desempenho observado entre janeiro e julho de 2025 reforça a intensificação do dinamismo nos preços de imóveis residenciais, com sinais consistentes de valorização em diferentes regiões do país.

 

 

 

A evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses mostra que o IGMI-R vem se mantendo em trajetória de aceleração mais intensa que o INCC, ampliando o diferencial entre a valorização dos imóveis residenciais e os custos da construção. Enquanto o INCC, indicador que reflete a evolução dos custos de obras, apresenta um movimento de maior estabilidade, o IGMI-R evidencia a alta dos preços dos imóveis residenciais, sustentado pela combinação de demanda firme e oferta de crédito ainda favoráveis. Esse descolamento sugere que a dinâmica recente dos preços residenciais não se explica apenas pelos custos de construção e do crédito, mas também por fatores estruturais de oferta e demanda no setor habitacional.

 

 

 

A comparação entre o IGMI-R e o IVAR na variação acumulada em 12 meses revela trajetórias distintas, mas complementares, dentro do mercado imobiliário. Enquanto o IGMI-R capta a valorização dos imóveis residenciais, refletindo o preço de ativos no mercado de compra e venda, o IVAR acompanha a dinâmica dos contratos de locação. Nos últimos meses, observa-se que o IGMI-R mantém um ritmo mais acelerado, indicando valorização patrimonial, ao passo que o IVAR mostra uma trajetória menos intensa, ainda que consistente, sugerindo ajustes mais graduais nos aluguéis.

 

 

 

Em julho de 2025, o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) acumulou alta de 12,88% em 12 meses, mais que o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA, de 5,23% no mesmo período. Esse descompasso revela que os preços dos imóveis seguem uma dinâmica própria, pouco condicionada ao comportamento da cesta de consumo das famílias. A manutenção desse diferencial tem raízes na rigidez estrutural da oferta, no impacto ainda presente do encarecimento dos insumos da construção e na resiliência da demanda em segmentos e regiões metropolitanas específicas. Como consequência, os imóveis continuam a se destacar como um ativo de preservação de valor, especialmente em momentos de incerteza econômica, reafirmando seu apelo tanto para famílias quanto para investidores.

 

 

 

A evolução da taxa acumulada em 12 meses mostra uma relação interessante entre o INCC, que mede a variação dos custos da construção civil, e o IVAR, que acompanha a dinâmica dos contratos de aluguel residencial. Enquanto o INCC reflete pressões vindas principalmente de mão de obra e insumos, o IVAR traduz a resposta do mercado locatício à renda das famílias e às condições de oferta e demanda por moradia. Em diversos momentos recentes, os dois indicadores apresentaram trajetórias dissociadas: mesmo com o arrefecimento dos custos de construção, os aluguéis mantiveram trajetória de alta, sugerindo que a valorização do mercado de locação é impulsionada mais pela escassez relativa de imóveis e pela demanda aquecida do que pelos custos de edificação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IGMI-R JUNHO 2025

 

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial

(IGMI-R)

 

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) subiu 1,19% em junho, mostrando desaceleração frente à variação de 1,44% registrada em maio. Apesar da perda de ritmo no curto prazo, o índice acumulado em 12 meses avançou de 11,36% para 11,73%, indicando continuidade no processo de valorização dos imóveis residenciais. 

No Sudeste — maior mercado imobiliário do país e com peso expressivo na composição do índice nacional — duas das três capitais analisadas apresentaram desaceleração na variação mensal entre maio e junho. Em São Paulo, a taxa recuou de 1,68% para 1,21%, e em Belo Horizonte, de 1,76% para 1,24%. Já o Rio de Janeiro seguiu na contramão e registrou leve aceleração, com a variação mensal passando de 0,94% para 1,12%. Esses movimentos revelam dinâmicas locais distintas, influenciadas pelas condições específicas de oferta, demanda e crédito imobiliário em cada mercado.

No Nordeste, apenas Salvador apresentou aceleração tanto na variação mensal quanto na interanual. A taxa mensal passou de 0,06% em maio para 1,24% em junho, enquanto a variação acumulada em 12 meses avançou de 17,57% para 18,76%. Já Fortaleza e Recife registraram desaceleração nas variações mensal e interanual, com taxas menores em junho na comparação com o mês anterior.

Na região Sul, todas as capitais analisadas registraram aceleração na variação mensal dos preços residenciais. O destaque foi Curitiba, cuja taxa mensal subiu de 1,28% em maio para 1,67% em junho, enquanto a variação acumulada em 12 meses avançou de 13,02% para 13,99%. Porto Alegre também apresentou aceleração na margem, com a taxa mensal passando de 0,30% para 1,45%. No entanto, na comparação interanual, houve leve desaceleração, com a variação em 12 meses recuando de 7,43% para 7,22%.

No Centro-Oeste, o comportamento dos preços foi divergente nos diferentes horizontes de comparação. Ambas as capitais analisadas apresentaram desaceleração na variação mensal, mas leve aceleração no acumulado em 12 meses. Em Brasília, a taxa mensal diminuiu de 3,70% em maio para 2,11% em junho, ao passo que a interanual avançou de 4,40% para 4,59%. Em Goiânia, o movimento foi semelhante: a variação mensal recuou de 1,80% para 1,04%, enquanto a taxa em 12 meses subiu marginalmente de 10,87% para 10,95%. Esses resultados sinalizam perda de fôlego de curto prazo, embora o ritmo de alta continue ligeiramente mais forte na comparação anual.

Em junho de 2025, o IGMI-R nacional acumulou alta de 6,02% no primeiro semestre, ritmo um pouco abaixo do observado no mesmo período de 2024 (6,96%), mas bem superior ao crescimento registrado no primeiro semestre de 2023 (3,44%). A comparação evidencia que, apesar da desaceleração em relação ao ano anterior, o mercado imobiliário segue aquecido em 2025, consolidando a trajetória de recuperação iniciada em 2023. Entre as capitais, Brasília continua se destacando: a variação acumulada no primeiro semestre passou de 11,86% em 2024 para 10,62% em 2025, mantendo-se em patamar elevado. Em Belo Horizonte, o movimento foi de forte desaceleração, com a taxa caindo de 19,15% para 6,68%. Já São Paulo (5,98%) e Fortaleza (3,98%) apresentaram comportamento estável em relação a 2024, enquanto capitais como Salvador e Recife mostraram arrefecimento moderado. O desempenho do primeiro semestre de 2025 confirma um cenário de acomodação dos preços residenciais em várias regiões, após dois anos marcados por pressões de custo e reequilíbrio entre oferta e demanda.

Em junho de 2025, o IGMI-R acumula alta de 11,73% em 12 meses, retomando o patamar observado no início de 2022 e confirmando a intensificação recente no ritmo de valorização dos imóveis residenciais. A curva do gráfico mostra que, após a desaceleração ao longo de 2023, o índice voltou a subir com consistência a partir do segundo semestre de 2024, refletindo um ambiente de demanda resiliente. Já o INCC, após desaceleração entre 2022 e 2023, estabilizou-se em torno de 7% nos últimos meses, sinalizando que os custos de construção permanecem pressionados, especialmente pela mão de obra e insumos selecionados. A leitura conjunta dos dois indicadores revela que o atual ciclo de valorização imobiliária não é impulsionado exclusivamente por aumentos de custos, mas também por fatores como recomposição de margens, escassez de lançamentos e mudança no perfil de demanda. A manutenção simultânea de IGMI-R e INCC em níveis elevados reforça a tendência de pressão persistente sobre os preços dos imóveis no curto prazo.

Em junho de 2025, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) acumulou alta de 5,54% em 12 meses, confirmando a tendência de desaceleração iniciada no final de 2024. Apesar do avanço de 1,02% na variação mensal, o ritmo de reajustes tem perdido força na comparação interanual. A conjuntura de juros elevados, embora tenda a favorecer a demanda por locação em detrimento da compra, também impõe restrições à renda disponível das famílias, tornando os locatários mais cautelosos. Nesse cenário, os repasses de preços encontram maior resistência, limitando os reajustes e sinalizando um mercado de locação em fase de reequilíbrio. A queda consistente da taxa acumulada ao longo de 2025 reforça essa leitura, apontando para um ambiente menos pressionado no curto prazo.

Em junho de 2025, o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) acumulou alta de 11,73% em 12 meses, mais que o dobro da inflação medida pelo IPCA, que atingiu 5,35% no mesmo período. Essa defasagem evidencia que os preços de venda dos imóveis seguem uma trajetória própria, menos sensível à desaceleração inflacionária da economia. A persistência dessa diferença ao longo do tempo pode ser atribuída à rigidez da oferta, ao encarecimento dos insumos da construção nos anos anteriores e à resiliência da demanda em determinados segmentos e regiões metropolitanas. Como resultado, o valor dos imóveis tende a se manter em alta, reforçando seu papel como ativo de preservação de valor em cenários de incerteza econômica.

Em junho de 2025, o avanço do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que alcançou 7,22% em 12 meses, voltou a superar o ritmo de reajuste dos aluguéis, medido pelo IVAR, que desacelerou para 5,54% no mesmo período. Essa inversão sinaliza um descompasso entre os custos de produção de novos imóveis e o retorno esperado via locação, o que pode pressionar os preços de venda, sobretudo em regiões com alta demanda.

Diante dos dados apresentados pelo IGMI-R, verifica-se que os preços do mercado imobiliário residencial apresentaram trajetória de valorização consistente até o presente. O avanço acumulado do índice, superior ao da inflação e dos demais índices analisados, evidencia um descolamento do preço dos imóveis em relação a outros indicadores da economia, refletindo não apenas os custos de construção, mas também dinâmicas específicas do setor. 

 

IGMI-R MAIO 2025

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial

(IGMI-R)

 

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) subiu 1,44% em maio, mostrando aceleração frente à variação de 0,86% registrada em abril.  O índice acumulado em 12 meses avançou de 10,63% para 11,36%, indicando continuidade no processo de valorização dos imóveis residenciais. Esse movimento ocorre mesmo com a elevação da taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 15% ao ano, o que reforça a resiliência do setor diante de um cenário monetário mais restritivo.

A leitura regional do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) revela dinâmicas heterogêneas entre os principais centros urbanos do país, refletindo as particularidades locais de oferta, demanda e acesso ao crédito.

No Sudeste — maior mercado imobiliário do país e com peso significativo na composição do índice nacional — todas as cidades analisadas registraram aceleração na variação mensal. No entanto, no acumulado em 12 meses, apenas Belo Horizonte apresentou desaceleração, com a taxa interanual recuando de 16,80% para 15,56%.

No Nordeste, apenas Fortaleza exibiu aceleração tanto na variação mensal quanto na interanual. A taxa mensal subiu de 1,31% para 1,44%, enquanto a variação acumulada em 12 meses avançou de 11,02% para 13,05%.

Na região Sul, todas as cidades também mostraram aceleração nas taxas mensal e interanual. O destaque foi Curitiba, onde a variação mensal saltou de 0,87% para 1,28% e a interanual avançou de 12,31% para 13,02%.

Por fim, no Centro-Oeste, o movimento de aceleração foi generalizado entre as capitais analisadas, com destaque expressivo para Brasília. A capital federal registrou um forte avanço na variação mensal, que passou de 0,37% para 3,70%, e na interanual, que subiu de 2,48% para 4,40%.

A desaceleração da taxa interanual do IGMI-R, iniciada em novembro de 2024, reforça os sinais de arrefecimento gradual no mercado imobiliário residencial. Em maio de 2025, o índice acumula alta de 11,36% em 12 meses, abaixo do pico observado no início do atual ciclo de recuperação.

 A relação entre o IGMI-R e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) continua merecendo atenção especial, uma vez que o INCC frequentemente antecipa movimentos nos preços dos imóveis residenciais. O gráfico confirma essa correlação com defasagem: as pressões de custo registradas em 2021 foram seguidas por uma trajetória ascendente do IGMI-R. Evento semelhante ocorreu em 2022 com a queda do INCC, cuja correlação pode ser observada pelo IGMIR, acompanhando o mesmo movimento de redução, até registrar sua mínima em meados de 2023. Mais recentemente, o INCC retomou uma trajetória de alta, passando de cerca de 4% para 7,24% no acumulado em 12 meses até maio de 2025, período em que o IGMI-R também avançou, atingindo 11,36%. Esse movimento indica a tendência de novos repasses de custos às unidades habitacionais.  

A análise da correlação entre o IGMI-R e o INCC segue relevante para compreender a formação dos preços. Embora os custos da construção se transmitam com defasagem, o INCC voltou a acelerar, alcançando 7,24% em maio impacta novos lançamentos — sobretudo no segmento de médio padrão, mais sensível a preço. Em contrapartida, os sinais de inflexão no ciclo monetário começam a influenciar positivamente a demanda. 

Em contraste com os preços de venda, o Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR) tem mostrado desaceleração mais acentuada.Após o pico registrado no segundo semestre de 2024, a taxa interanual recuou para 6,29% em maio de 2025. Apesar de alguma resiliência em capitais específicas, o ritmo de reajustes vem perdendo força, indicando possível ponto de inflexão no mercado de locação. A política monetária restritiva, com Selic elevada, pressiona a renda das famílias e o emprego, tornando os locatários mais seletivos e reduzindo sua disposição para novos aumentos. Com isso, os repasses de preços encontram limites mais claros, o que tende a moderar reajustes futuros e aliviar pressões inflacionárias no setor habitacional.

 

A comparação entre o IGMI-R e o IPCA evidencia uma dissociação relevante entre a inflação geral e a dinâmica dos preços no mercado imobiliário residencial. Enquanto o IPCA acumulou 5,32% em 12 meses até maio de 2025, o IGMI-R registrou alta de 11,36% no mesmo período. Mesmo com a desaceleração iniciada em meados de 2022, os preços dos imóveis seguem pressionados por fatores estruturais, como o alto custo da construção, a escassez de unidades em áreas centrais e a rigidez da oferta em grandes centros urbanos. A transmissão da política monetária ao setor também é mais lenta, devido à natureza de longo prazo dos contratos e à inércia do mercado. Assim, o setor imobiliário mantém uma dinâmica própria, menos sensível ao ciclo desinflacionário da economia. No entanto, os sinais recentes de arrefecimento no IGMI-R podem marcar o início de uma convergência gradual com os fundamentos macroeconômicos.

A análise comparativa entre custos de produção e preços de locação revela uma divergência significativa no mercado imobiliário. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) voltou a acelerar na taxa interanual, atingindo 7,24% em maio de 2025, após um período de alívio entre 2022 e meados de 2023. A alta reflete a retomada das pressões sobre insumos, mão de obra e materiais. Em contrapartida, o Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR) desacelerou para 6,29%, após picos superiores a 10% em 2024. Essa assimetria evidencia trajetórias distintas: enquanto a cadeia produtiva segue pressionada por custos crescentes, o mercado de locação já sente os efeitos da política monetária contracionista, com menor espaço para repasses. O descompasso entre custos e preços tende a comprimir margens de rentabilidade e pode influenciar negativamente futuras decisões de investimento no segmento habitacional.

O IGMI-R mantém-se como indicador estratégico para monitorar a dinâmica do setor. Sua granularidade regional e sensibilidade conjuntural o tornam referência para incorporadoras, instituições financeiras, gestores de ativos e formuladores de políticas públicas. Os dados dos próximos meses serão cruciais para determinar se o atual movimento configura uma inflexão estrutural ou apenas uma pausa temporária em um setor moldado por variáveis macroeconômicas e custo do capital.

 

 

IGMI-R ABRIL 2025

 

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

 

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) registrou alta de 0,86% em abril, desacelerando em relação à variação de 1,07% observada em março. Apesar da perda de fôlego no curto prazo, o ritmo de valorização acumulado em 12 meses permaneceu praticamente estável, passando de 10,73% para 10,63%. Esse leve arrefecimento na taxa interanual sugere o início de uma fase de valorização mais moderada no mercado de imóveis residenciais. A desaceleração está alinhada ao cenário macroeconômico vigente, que combina uma taxa Selic ainda em nível restritivo, retração no crédito imobiliário devido à menor disponibilidade de funding do SBPE e uma economia em ritmo mais contido. Esse contexto impõe maior seletividade ao processo de compra, favorecendo um ajuste gradual entre oferta e demanda e contribuindo para reduzir pressões inflacionárias no setor habitacional.

IGMI-R

Taxas de variação mensal e acumulada em 12 meses

Região

Cidades

Var.% mês

Var.% acumulada em 12 meses

mar/25

abr/25

mar/25

abr/25

Nacional

BRASIL

1,07

0,86

10,73

10,63

Sudeste

São Paulo

1,20

0,75

10,51

10,37

Rio de Janeiro

0,91

-0,57

6,23

5,51

Belo Horizonte

1,80

1,41

17,43

16,80

Nordeste

Fortaleza

0,74

1,31

10,75

11,02

Recife

0,45

1,88

4,97

5,63

Salvador

0,58

3,17

18,83

21,67

Sul

Curitiba

-0,14

0,87

13,09

12,31

Porto Alegre

0,45

-0,05

2,45

3,31

Centro-Oeste

Goiânia

0,82

1,24

11,48

10,69

Brasília

2,69

0,37

4,58

2,48

                                Fonte: Elaboração FGV/IBRE com dados da ABECIP 

 

A leitura regional do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) mostra dinâmicas heterogêneas entre os principais centros urbanos do país, refletindo as particularidades locais de oferta, demanda e acesso ao crédito.

No Sudeste, São Paulo — maior mercado do país e de grande peso no índice nacional — registrou uma desaceleração expressiva no ritmo de valorização dos imóveis residenciais, com alta de 0,75% em abril frente a 1,20% em março. No acumulado de 12 meses, a variação recuou levemente de 10,51% para 10,37%. Belo Horizonte manteve patamar elevado de crescimento, embora em trajetória de desaceleração: de 1,80% em março para 1,41% em abril. Já o Rio de Janeiro inverteu o sinal e apresentou queda de 0,57% nos preços, após alta de 0,91% no mês anterior — reflexo de um mercado pressionado por estoques elevados e restrições na renda disponível das famílias.

No Nordeste, observou-se aceleração dos preços em todas as capitais analisadas. Salvador foi o destaque com alta expressiva de 3,17% em abril, ante 0,58% no mês anterior, acumulando valorização de 21,67% em 12 meses. Esse movimento indica possível reaquecimento da demanda local. Fortaleza e Recife também apresentaram aceleração, com altas de 1,31% e 1,88%, respectivamente, o que contribuiu para uma leve elevação nas taxas acumuladas em 12 meses.

A região Sul apresentou um comportamento mais moderado. Em Porto Alegre, os preços praticamente se estabilizaram, com leve recuo de 0,05% em abril, após alta de 0,45% no mês anterior. Já em Curitiba, houve uma aceleração expressiva, com a variação passando de -0,14% para 0,87%.

IGMI-R

Evolução da variação (%) acumulada nos primeiros quatro meses desde 2016 

Cidades

Sudeste

Nordeste

Sul

Centro-Oeste

Nacional

São Paulo

Rio de Janeiro

Belo Horizonte

Fortaleza

Recife

Salvador

Curitiba

Porto Alegre

Goiânia

Brasília

BRASIL

2016

-0,78

-0,68

-2,28

1,59

-0,24

-0,56

-1,63

-0,47

0,94

-0,01

-0,66

2017

-0,12

-0,71

-0,75

0,79

-0,17

-0,43

0,61

0,11

-0,69

-0,07

-0,22

2018

0,32

-0,93

0,08

0,42

0,12

-0,09

0,06

0,66

0,01

-0,23

0,10

2019

0,88

-0,52

0,58

0,71

0,21

0,73

1,36

1,07

0,45

0,71

0,54

2020

7,79

1,59

2,38

3,87

1,86

6,30

5,87

3,82

6,55

4,32

5,28

2021

5,14

1,59

0,89

0,65

0,94

1,70

2,15

1,41

2,18

3,97

2,97

2022

3,76

4,27

2,33

2,17

1,56

5,64

3,46

2,24

5,13

4,21

3,87

2023

2,35

2,43

1,09

2,63

3,31

2,61

2,01

4,39

2,91

1,27

2,52

2024

5,61

0,69

11,26

2,73

6,26

4,21

8,69

2,77

7,26

7,82

5,24

2025

2,99

1,80

3,55

2,32

4,74

4,59

3,04

4,34

3,32

4,47

3,28

Fonte: Elaboração FGV/IBRE com dados da ABECIP  

A relação entre o IGMI-R e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) continua merecendo atenção especial, uma vez que o INCC frequentemente antecipa movimentos nos preços dos imóveis residenciais. O gráfico confirma essa correlação com defasagem: as pressões de custo registradas em 2021 e 2022 foram seguidas por uma trajetória ascendente do IGMI-R em 2022 e início de 2023. A partir de então, enquanto o INCC desacelerava, o IGMI-R também passou a perder fôlego, até registrar sua mínima em meados de 2023. Mais recentemente, o INCC retomou uma trajetória de alta, passando de cerca de 4% para 7,52% no acumulado em 12 meses até abril de 2025, enquanto o IGMI-R também avançou, atingindo 10,63% no mesmo período. Esse movimento reforça o risco de novos repasses de custos às unidades habitacionais, sobretudo diante do estreitamento das margens das incorporadoras. Em mercados mais aquecidos, a manutenção dessa tendência pode restringir a oferta futura e sustentar pressões sobre os preços, limitando o setor imobiliário como um todo. 

IGMI-R x INCC 

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses  

 

                         Fonte: FGV e ABECIP 

Em contraste com os preços de venda, o Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR) vem registrando perda de fôlego de forma mais acentuada. Após atingir um pico recente no segundo semestre de 2024, a taxa interanual do IVAR iniciou trajetória de desaceleração, recuando para 5,92% em abril de 2025. Embora o mercado de locação ainda apresente relativa resiliência em algumas capitais, o ritmo de reajustes claramente se enfraqueceu nos últimos meses. Esse movimento pode representar um ponto de inflexão no segmento, refletindo os efeitos cumulativos da política monetária restritiva, que tem mantido a taxa Selic em patamar elevado. Com impacto sobre o consumo das famílias e a geração de renda, observa-se maior seletividade por parte dos locatários e menor disposição para absorver novos aumentos. Nesse contexto, a capacidade de repasse de preços pelos proprietários encontra limites mais evidentes, o que tende a moderar os reajustes à frente e contribui para conter pressões inflacionárias no segmento habitacional. 

IGMI-R x IVAR 

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses  

 

                         Fonte: FGV e ABECIP 

A comparação entre o IGMI-R e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) revela uma dissociação relevante entre a inflação geral da economia e a dinâmica dos preços no mercado imobiliário residencial. Enquanto o IPCA acumulou alta de 5,53% em 12 meses até abril de 2025, o IGMI-R permanece em patamar bem superior, com variação interanual de 10,63%. Apesar da trajetória de desaceleração iniciada em meados de 2022, os preços dos imóveis seguem pressionados por fatores estruturais, como o elevado custo da construção, a escassez relativa de unidades em regiões centrais e a rigidez da oferta em alguns mercados metropolitanos. Além disso, a transmissão da política monetária sobre o setor imobiliário ocorre com defasagem, dado o caráter de longo prazo dos contratos e a estrutura de funding.   Ainda assim, os sinais recentes de perda de fôlego no IGMI-R indicam o início de um possível processo de convergência gradual com os fundamentos macroeconômicos.

IGMI-R x IPCA

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

                          Fonte: IBGE e ABECIP 

A trajetória de desaceleração da taxa interanual do IGMI-R, observada desde outubro de 2024, reforça os sinais de arrefecimento gradual no mercado imobiliário residencial. Em abril de 2025, o índice acumula alta de 10,63% em 12 meses, inferior ao pico registrado no início do ciclo de alta.

A correlação entre o IGMI-R e o INCC segue relevante para entender a formação dos preços residenciais. Embora a transmissão dos custos de construção ocorra com defasagem, o INCC voltou a acelerar nos últimos trimestres, atingindo 7,52% em abril de 2025, o que impõe restrições ao lançamento de novos projetos, especialmente na faixa de médio padrão, onde a sensibilidade a preço é maior. Por outro lado, os sinais de inflexão no ciclo monetário ganham peso nas decisões de compra. Apesar de a taxa Selic ainda estar em patamar elevado, as expectativas mais benignas quanto à trajetória futura dos juros podem estimular o interesse por ativos imobiliários, abrindo espaço para uma retomada da demanda, especialmente entre investidores e compradores de primeira moradia.

Nesse cenário, o IGMI-R mantém-se como ferramenta essencial para o monitoramento da dinâmica do setor. Sua granularidade regional e sensibilidade a variações conjunturais tornam o índice uma referência valiosa para incorporadoras, agentes financeiros, gestores de ativos e formuladores de política pública. Os dados dos próximos meses serão decisivos para discernir se o movimento atual configura uma inflexão mais estrutural no ciclo de valorização ou se representa apenas uma pausa temporária em um setor historicamente condicionado por variáveis macroeconômicas e pelo custo do capital.

 

 

 

 

IGMI-R MARÇO 2025

 

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial

(IGMI-R)

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) avançou 1,07% em março, acelerando frente à variação de 0,91% registrada em fevereiro. Apesar desse impulso no curto prazo, a taxa acumulada em 12 meses desacelerou pela segunda vez consecutiva, passando de 11,19% para 10,73%. Esse arrefecimento na variação interanual sinaliza um possível esgotamento do ciclo de valorização mais intensa dos ativos residenciais. A moderação do ritmo de crescimento é coerente com a atual conjuntura macroeconômica, marcada por juros elevados — com a taxa Selic em patamar restritivo —, expectativa de desaceleração do crédito imobiliário diante da redução do funding e uma atividade econômica que avança de forma mais modesta. Esses fatores combinados impõem maior seletividade ao mercado comprador, o que tende a promover maior equilíbrio entre oferta e demanda, limitando a persistência de pressões inflacionárias no segmento habitacional.

IGMI-R

Taxas de variação mensal e acumulada em 12 meses

Região

Cidades

Var.% mês

Var.% acumulada em 12 meses

fev/25

mar/25

fev/25

mar/25

Nacional

BRASIL

0,91

1,07

11,19

10,73

Sudeste

São Paulo

0,46

1,20

10,92

10,51

Rio de Janeiro

1,29

0,91

5,72

6,23

Belo Horizonte

0,23

1,80

17,89

17,43

Nordeste

Fortaleza

0,22

0,74

10,82

10,75

Recife

2,74

0,45

5,79

4,97

Salvador

0,22

0,58

18,51

18,83

Sul

Curitiba

1,59

-0,14

16,62

13,09

Porto Alegre

2,23

0,45

4,38

2,45

Centro-Oeste

Goiânia

1,09

0,82

12,62

11,48

Brasília

1,13

2,69

4,98

4,58

                      Fonte: Elaboração FGV/IBRE com dados da ABECIP

A análise regional do IGMI-R revela dinâmicas heterogêneas entre os principais centros urbanos do país, refletindo especificidades locais de demanda, oferta e condições de crédito. São Paulo, mercado de maior representatividade no índice, registrou aceleração expressiva nos preços residenciais, com alta de 1,20% em março frente a 0,46% em fevereiro, sinalizando maior pressão sobre os ativos imobiliários, possivelmente influenciada por segmentos de média e alta renda. Belo Horizonte também apresentou variação acentuada, com o índice saltando de 0,23% para 1,80%, movimento que pode indicar recomposição de preços após um período de relativa estabilidade.

Em contraste, o Rio de Janeiro exibiu desaceleração, com a taxa mensal recuando de 1,29% para 0,91%. Embora ainda positiva, essa moderação pode refletir a dinâmica específica do mercado carioca, onde a valorização dos imóveis encontra limite no elevado estoque e na rigidez da renda disponível das famílias. Ainda assim, o mercado de locação segue aquecido, especialmente em bairros com boa infraestrutura urbana, o que pode estar gerando efeitos indiretos sobre os preços de venda por meio da compressão do cap rate (retorno esperado do aluguel sobre o valor do imóvel).

Nas regiões Nordeste e Sul, o comportamento dos preços residenciais também apresentou variações relevantes. No Nordeste, Fortaleza se destacou com uma aceleração significativa, registrando alta de 0,74% em março, frente à elevação de apenas 0,22% no mês anterior. Esse movimento pode refletir um reaquecimento pontual da demanda, decorrente de contratos de compra pactuados anteriormente.

No Sul, observa-se um quadro de desaceleração mais evidente. Em Porto Alegre, a variação mensal recuou de 2,23% em fevereiro para 0,45% em março, enquanto Curitiba passou de uma alta de 1,59% para uma ligeira queda de -0,14%. Essa redução nos principais mercados do Sul pode sinalizar o início de um ciclo de correção de preços, em linha com a menor propensão ao consumo de bens duráveis em contextos de juro real elevado. Além disso, o aumento do custo de oportunidade entre imóveis e ativos financeiros mais líquidos pode estar redirecionando parte da demanda para investimentos menos expostos à iliquidez do mercado imobiliário.

Por outro lado, Belo Horizonte manteve-se como um dos mercados mais aquecidos do país, embora tenha sinalizado início de acomodação em seu ritmo de valorização. A taxa interanual recuou de 24,08% para 17,89% em março, indicando uma possível inflexão após sucessivas altas expressivas ao longo de 2024. Embora ainda elevado em termos absolutos, esse movimento sugere uma trajetória de estabilização dos preços dos imóveis residenciais, compatível com a absorção dos ajustes promovidos nos últimos trimestres e com um mercado que começa a se reequilibrar entre oferta e demanda.

IGMI-R

Evolução da taxa de variação (%) no primeiro trimestre desde 2016

 

Cidades

Sudeste

Nordeste

Sul

Centro-Oeste

Nacional

São Paulo

Rio de Janeiro

Belo Horizonte

Fortaleza

Recife

Salvador

Curitiba

Porto Alegre

Goiânia

Brasília

BRASIL

2016

-0,71

-0,47

-1,62

0,90

-0,68

-1,68

0,07

-0,41

1,14

0,06

-0,57

2017

-0,16

-0,67

-0,28

0,60

-0,17

0,30

0,85

-0,17

-0,57

-0,06

-0,17

2018

0,30

-0,92

0,05

0,39

0,05

0,04

0,62

-0,08

-0,01

-0,21

0,08

2019

0,49

-0,60

0,16

0,36

0,19

0,92

0,83

0,55

0,33

0,33

0,26

2020

5,48

0,35

1,48

2,60

0,88

3,42

2,00

4,67

4,28

2,83

3,44

2021

3,12

0,42

0,78

0,41

0,55

1,21

0,53

1,18

1,61

2,54

1,73

2022

2,82

3,19

1,58

1,30

0,93

1,66

1,24

4,39

3,17

3,13

2,76

2023

2,27

1,82

0,84

2,43

2,16

1,16

3,79

1,63

1,59

1,02

2,05

2024

4,69

0,58

9,12

1,65

4,95

7,01

3,69

3,42

5,19

5,26

4,24

2025

2,22

2,38

2,11

1,00

2,81

2,15

4,39

1,37

2,05

4,08

2,39

Fonte: Elaboração FGV/IBRE com dados da ABECIP

A relação entre o IGMI-R e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) merece atenção especial, uma vez que o INCC frequentemente atua como um indicador antecedente da dinâmica de preços dos imóveis residenciais. Historicamente, há evidências de correlação com defasagem, sugerindo que elevações persistentes nos custos da construção tendem a ser repassadas aos preços dos imóveis com algum atraso. No recorte mais recente, a taxa interanual do INCC passou de 7,42% em fevereiro para 7,54% em março, mantendo uma trajetória ascendente. Como resultado desta correlação, há risco de perda de dinamismo do setor.

IGMI-R x INCC

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses            

        Fonte: FGV e ABECIP

Em contraste com os preços de venda, o Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR) registrou desaceleração em sua taxa interanual, passando de 8,01% em fevereiro para 6,55% em março. Apesar de o mercado de locação permanecer aquecido em diversas capitais, o ritmo de reajuste dos aluguéis começa a perder fôlego. Essa retração pode sinalizar um ponto de inflexão no segmento, sugerindo que os efeitos da política monetária restritiva — evidenciada pela manutenção da taxa Selic em níveis elevados — estão começando a influenciar para além do mercado de crédito.

IGMI-R x IVAR

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

        Fonte: FGV e ABECIP

A comparação entre o IGMI-R e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) evidencia uma dissociação   entre a inflação geral da economia e a dinâmica dos preços no mercado imobiliário residencial. Enquanto o IPCA acumulou alta de 5,48% na taxa interanual até março de 2025, o IGMI-R, registrando 10,73% no mesmo período, permanece operando em níveis superiores, apesar da trajetória de desaceleração observada nos últimos meses. Esse diferencial reflete, em grande parte, pressões inflacionárias setoriais — como o elevado custo da construção, a escassez relativa de determinados perfis de imóveis e a rigidez da oferta em algumas regiões metropolitanas. Além disso, a transmissão da política monetária restritiva sobre os preços dos imóveis tende a ocorrer com maior defasagem temporal em relação ao consumo corrente, dada a natureza de longo prazo dos contratos imobiliários e a inércia típica desse mercado. Assim, o setor imobiliário segue exibindo dinâmica própria, relativamente dissociada da inflação geral, ainda que sinais de convergência com os fundamentos macroeconômicos comecem a emergir.

IGMI-R x IPCA

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

        Fonte: IBGE e ABECIP

Em uma análise comparativa, observa-se que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) voltou a acelerar em sua taxa interanual, passando de 7,42% em fevereiro para 7,54% em março, refletindo a persistência de pressões inflacionárias sobre insumos, mão de obra e materiais. Em sentido oposto, o Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR) sinalizou moderação, com sua taxa interanual recuando de 8,01% para 6,55% no mesmo período. Essa divergência evidencia uma dinâmica setorial assimétrica: enquanto a cadeia de produção de imóveis permanece pressionada pelo aumento de custos, o mercado de locação já começa a refletir os efeitos restritivos da política monetária e a menor capacidade de repasse de preços.

INCC x IVAR

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

 

      Fonte: FGV

A trajetória de desaceleração da taxa interanual do IGMI-R, iniciada em dezembro de 2024, reforça a sinalização de uma redução gradual dos preços dos imóveis residenciais. Ainda assim, a heterogeneidade regional permanece marcante, com algumas capitais — como Belo Horizonte, São Paulo e Brasília — sustentando ritmos de valorização superior à média nacional. Esse comportamento evidencia o peso de determinantes locais, como dinâmica demográfica, escassez de oferta qualificada e infraestrutura urbana, além de fatores conjunturais, como a composição do estoque de imóveis e a atratividade relativa de ativos reais frente aos financeiros.

A correlação observada entre o IGMI-R e o INCC continua sendo uma variável importante na explicação dos movimentos de preços dos imóveis residenciais, destacando o papel persistente dos custos de construção na formação de valor dos ativos residenciais. Ainda que essa transmissão ocorra com defasagem, a manutenção de patamares elevados no INCC impõe restrições à expansão da oferta, sobretudo em projetos voltados para a classe média. Ao mesmo tempo, os sinais do ciclo monetário tornam-se cada vez mais relevantes. Embora os cortes na taxa Selic ainda não sejam iminentes, expectativas positivas quanto à política monetária podem reaquecer a demanda por imóveis, revertendo parcialmente o atual movimento de moderação.

Nesse contexto, o IGMI-R mantém-se como instrumento indispensável para o monitoramento das tendências do setor imobiliário. Sua capacidade de capturar variações de preço com granularidade regional e temporal o torna fundamental para análises prospectivas e decisões estratégicas de investidores, incorporadoras e formuladores de política pública.  

 

IGMI-R FEVEREIRO 2025

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) registrou uma alta de 0,91% em fevereiro, demonstrando aceleração em relação ao crescimento de 0,40% observado em janeiro. No entanto, a taxa interanual do indicador desacelerou, passando de 11,88% para 11,19% no mesmo período, sugerindo uma redução gradual na valorização dos preços imobiliários. Esse movimento está alinhado às expectativas do mercado, que indicam uma estabilização no ritmo de valorização dos imóveis devido à crescente elevação da taxa Selic, a limitação do funding subsidiado e ao crescimento mais contido da economia.

                             Fonte: Elaboração FGV/IBRE com dados da ABECIP

A análise regional revela dinâmicas distintas entre os principais mercados imobiliários do país. Enquanto São Paulo, a cidade com maior peso na composição do índice, apresentou um crescimento mais modesto (0,46% em fevereiro contra 0,54% em janeiro), o Rio de Janeiro registrou uma aceleração significativa, saltando de 0,15% para 1,29%. Esse movimento pode estar relacionado à crescente demanda por aluguéis, que impacta indiretamente os preços dos imóveis.

No Nordeste, Recife destacou-se com um forte avanço de 2,74% em fevereiro, contrastando com a queda de 0,38% registrada no mês anterior. Esse desempenho pode ser reflexo de um reaquecimento pontual no mercado local, em função de contratos pactuados em meses anteriores. No Sul, Porto Alegre e Curitiba também registraram aumentos expressivos, com altas de 2,23% e 1,59%, respectivamente, em um contexto de alta demanda por imóveis urbanos.

Por outro lado, Belo Horizonte, que vinha apresentando um ritmo acelerado de crescimento, desacelerou sua taxa interanual de 24,08% para 17,89%. Esse movimento pode estar relacionado à estabilização dos preços após fortes valorizações no ano passado.

IGMI-R

Evolução da taxa de variação (%) no mês de janeiro desde 2016

A relação entre o IGMI-R e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) é um ponto de destaque. Historicamente, observa-se que o INCC atua como um indicador antecedente para o IGMI-R, com uma defasagem temporal. No período recente, o INCC manteve sua trajetória de alta, subindo de 7,14% para 7,42% na taxa interanual entre janeiro e fevereiro. Esse movimento indica que os custos da construção continuam elevados, o que pode impactar negativamente novos projetos imobiliários e limitar o crescimento do setor.

IGMI-R x INCC

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses 

Em contraste, o Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR) manteve-se estável, variando marginalmente de 7,99% para 8,01% na taxa interanual. O mercado de locação segue aquecido, especialmente em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a demanda por aluguel tem aumentado devido à dificuldade de acesso ao crédito imobiliário.

IGMI-R x IVAR

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

Já a comparação entre o IGMI-R e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) revela uma dissociação significativa. Enquanto o IPCA se manteve em 5,06% na taxa interanual até fevereiro de 2025, os índices do mercado imobiliário ainda operam em patamares superiores. Esse diferencial pode estar atrelado às pressões inflacionárias específicas do setor e à lenta transmissão da política monetária sobre os preços de imóveis.

IGMI-R x IPCA

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

Em uma análise comparativa, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), registrou nova aceleração em sua taxa interanual, que subiu de 7,14% em janeiro para 7,42% em fevereiro enquanto o Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR) apresentou estabilidade, com a taxa interanual passando de 7,99% para 8,01%. Esses dados sugerem que o setor de construção segue aquecido, conforme ilustrado no gráfico a seguir. 

INCC x IVAR 

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

A desaceleração da taxa interanual do IGMI-R iniciada em dezembro de 2024 reforça a hipótese de uma redução gradual dos preços no mercado imobiliário residencial. No entanto, algumas cidades continuam a exibir forte valorização, destacando-se Belo Horizonte, Salvador e Curitiba. Esse comportamento sugere que fatores locais e conjunturais seguem impulsionando o mercado de forma heterogênea pelo país.

Além disso, a relação entre o IGMI-R e o INCC aponta que os custos de construção continuam sendo um elemento muito importante para a evolução dos preços imobiliários, ainda que com defasagem. O setor também precisa observar de perto os movimentos de política monetária e os juros futuros na B3, já que eventuais cortes na taxa de juros podem estimular a demanda e reverter parte da desaceleração observada desde dezembro/2025.

Por fim, o IGMI-R segue como uma ferramenta essencial para a análise do mercado imobiliário, permitindo uma compreensão aprofundada dos ciclos de valorização e suas interseções com variáveis macroeconômicas. A evolução dos próximos meses será fundamental para determinar se o atual cenário representa uma inflexão na tendência de valorização ou apenas uma acomodação temporária dos preços.

IGMI-R JANEIRO 2025

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) registrou alta de 0,40% em janeiro, acelerando em relação à alta de 0,23% observada em dezembro. No entanto, desacelerou na avaliação da taxa interanual, apresentando variação de 12,73% em dezembro para 11,88% em janeiro.

                  Fonte: Elaboração FGV IBRE com dados da ABECIP

Em janeiro, o IGMI-R apresentou aceleração em cinco das dez cidades analisadas. Entre as regiões do país, apenas no Nordeste nenhuma cidade registrou aceleração do índice. Nas demais regiões, ao menos uma cidade mostrou avanço em relação a dezembro. No Sudeste, duas cidades tiveram crescimento superior ao do mês anterior. No Sul, Curitiba e Porto Alegre registraram aceleração, enquanto no Centro-Oeste, Goiânia viu sua taxa subir de 0,06% para 0,13%.

 IGMI-R

Evolução da taxa de variação (%) no mês de janeiro desde 2016

A variação do IGMI-R em janeiro foi a menor desde o mesmo mês de 2019. Em comparação a 2024, observou-se um recuo na taxa em diversas cidades que compõem o índice, abrangendo todas as grandes regiões do país. Esse movimento indica uma desaceleração generalizada, registrada em oito das dez cidades analisadas.

A relação entre o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) é evidente no gráfico, sugerindo que o INCC pode funcionar como um indicador antecedente para os movimentos do IGMI-R, embora com alguma defasagem temporal. No entanto, enquanto o INCC continua em aceleração, o IGMI-R mostra um ritmo de desaceleração.

IGMI-R x INCC

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

O gráfico abaixo mostra que os preços dos aluguéis, medidos pelo Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR), continuam em desaceleração, com a variação interanual média recuando de 8,63% para 7,99%. Essa mesma tendência foi observada no Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), cuja taxa de variação caiu de 12,73% para 11,88%.

IGMI-R x IVAR

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

Esses números contrastam significativamente com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ainda se mantém distante dos índices do mercado imobiliário, com uma taxa interanual de 4,56% até janeiro de 2025.

 IGMI-R x IPCA 

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

Em contraste, as desacelerações do IGMI-R e do Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR), no acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), registrou nova aceleração em sua taxa interanual, que subiu de 6,34% em dezembro para 7,14% em janeiro.  

INCC x IVAR 

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

A desaceleração da taxa interanual do IGMI-R em janeiro de 2025 reflete um ritmo mais moderado no mercado imobiliário residencial. Esse movimento reforça o papel do índice como um termômetro essencial para acompanhar as tendências do setor, capturando tanto as variações regionais quanto sua interação com outros indicadores econômicos, como o INCC e o IVAR.

Apesar da desaceleração na taxa interanual, o mercado imobiliário segue aquecido em algumas cidades, como Belo Horizonte, Salvador e Curitiba, que registraram variações acumuladas expressivas. Esse comportamento sugere que fatores locais e conjunturais continuam impulsionando o setor em determinadas regiões. Além disso, a relação entre o IGMI-R e o INCC indica que o custo da construção segue como um fator determinante para a evolução dos preços, ainda que com a defasagem característica entre os índices. 

Por fim, ao lado de outros indicadores, como o IPCA e o IVAR, o IGMI-R contribui para uma visão abrangente do mercado imobiliário, evidenciando tanto os desafios quanto as oportunidades do segmento no Brasil.

 

IGMI-R DEZEMBRO 2024

 

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) registrou alta de 0,23% em dezembro, desacelerando em relação à alta de 0,82% observada em novembro. Com esse resultado, a taxa interanual desacelerou, passando de 13,77% em novembro para 12,73% em dezembro.

IGMI-R

Taxas de variação mensal e acumulada em 12 meses

         Fonte: Elaboração FGV IBRE com dados da ABECIP

 

Em dezembro, o IGMI-R registrou desaceleração em seis das dez cidades analisadas. Em todas as regiões analisadas do país, pelo menos uma cidade apresentou desaceleração no índice em comparação a novembro. No Sudeste, as três cidades representadas tiveram resultados inferiores aos do mês anterior. No Nordeste, a única desaceleração foi verificada em Salvador, onde a variação recuou de 1,57% para 0,62%. No Sul, Curitiba registrou o maior recuo, com a taxa de variação saindo de 1,42% para 0,20%. No Centro-Oeste, Goiânia apresentou a maior desaceleração, passando de 1,27% para 0,06%.

 

IGMI-R

Evolução da taxa de variação (%) nos últimos doze meses (janeiro a dezembro) desde 2016

 

 

A variação acumulada pelo IGMI-R em 2024 alcançou 12,73%, a maior desde 2022. Em comparação a 2023, verificou-se elevação da taxa interanual em diversas cidades que compõem o índice, abrangendo todas as grandes regiões do país, o que aponta para uma aceleração generalizada em várias localidades do território nacional.

A interação entre o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) é evidente no gráfico, sugerindo que o INCC pode atuar como um indicador antecedente para os movimentos do IGMI-R, embora com defasagens temporais. Entre 2020 e 2021, o INCC registrou uma forte alta devido ao aumento expressivo dos custos de insumos e mão de obra no setor, o que pode ter pressionado os preços dos imóveis e impulsionado a elevação do IGMI-R nos anos subsequentes, especialmente entre 2021 e 2022.

No entanto, a desaceleração do INCC em 2022 e 2023 não resultou imediatamente em uma retração do IGMI-R, que continuou a apresentar um crescimento moderado. Esse comportamento reflete a inércia típica dos preços residenciais, de fatores como condições de financiamento e níveis de demanda no mercado imobiliário.

 

IGMI-R x INCC

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

 

Os preços dos aluguéis, medidos pelo Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR), estão desacelerando, a variação interanual média passou de 8,75% para 8,63%. Tendência que também foi seguida pelo Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), cuja taxa de variação recuou de 13,77% para 12,73%.

IGMI-R x IVAR

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses



Esses números contrastam significativamente com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que, embora tenha registrado uma leve aceleração, ainda se mantém distante dos índices do mercado imobiliário, com uma taxa interanual de 4,83% até dezembro de 2024.

 

IGMI-R x IPCA

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), apresentou uma nova aceleração, embora discreta, em sua taxa interanual, que passou de 6,33% em novembro para 6,34% em dezembro. Já para o Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR) a taxa interanual passou de 8,75% para 8,63%. Esses dados indicam que o setor de construção continua aquecido, conforme ilustrado no gráfico a seguir.

 

INCC x IVAR

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

 

A desaceleração do IGMI-R em dezembro de 2024 reflete uma dinâmica mais moderada no mercado imobiliário residencial, embora o índice ainda registre um crescimento significativo em termos acumulados, alcançando 12,73% no ano. Esse desempenho reforça o papel do IGMI-R como um importante termômetro para acompanhar as tendências do mercado imobiliário, capturando tanto as variações regionais quanto a interação com outros índices econômicos, como o INCC e o IVAR.

A forte variação acumulada em cidades como Belo Horizonte, Salvador e Curitiba demonstra que, apesar da desaceleração observada no final do ano, o mercado imobiliário continua apresentando sinais de aquecimento em áreas específicas, impulsionado por fatores locais e conjunturais. Além disso, a interação entre o IGMI-R e o INCC sugere que o custo da construção permanece como um fator determinante para os movimentos de preços no setor, mesmo com a defasagem típica entre as variações dos índices.

Por fim, ao lado de outros indicadores, como o IPCA e o IVAR, o IGMI-R oferece uma visão abrangente das dinâmicas do mercado, destacando os desafios e as oportunidades no segmento imobiliário brasileiro. A desaceleração recente pode indicar um ajuste saudável após anos de crescimento expressivo, reforçando a importância do monitoramento contínuo desse índice para uma análise estratégica do setor.

IGMI-R NOVEMBRO 2024


Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) registrou alta de 0,82% em novembro, desacelerando em relação à alta de 1,32% observada em outubro. Mesmo com esse resultado, a taxa interanual continuou acelerando, passando de 13,05% em outubro para 13,77% em novembro.

     Fonte: Elaboração FGV IBRE com dados da ABECIP

 

Em novembro, o IGMI-R registrou aceleração em seis das dez cidades analisadas. Em três das quatro regiões analisadas do país, pelo menos uma cidade apresentou aumento no índice em comparação a outubro. Apenas no Nordeste, as três cidades representadas tiveram resultados inferiores aos do mês anterior. No Sudeste, o destaque foi Belo Horizonte, onde a variação saltou de -1,45% para 1,54%. No Sul, Curitiba registrou o maior avanço, com a taxa de variação subindo de 0,26% para 1,42%. No Centro-Oeste, Goiânia apresentou a maior aceleração, passando de -1,31% para 1,27%.

A variação acumulada do IGMI-R nos primeiros onze meses de 2024 alcançou 12,47%, a segunda maior para esse período desde 2021, evidenciando o aquecimento do mercado imobiliário ao longo do ano. Esse movimento de alta foi verificado também em diversas cidades que compõem o índice, abrangendo todas as grandes regiões do país, o que aponta para uma aceleração generalizada em várias localidades do território nacional. Entre os destaques, estão Belo Horizonte, com uma alta acumulada de 24,80%, Curitiba com 18,22% e Salvador com 20,49%.

A interação entre o IGMI-R e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) é um ponto relevante, sugerindo que o INCC pode atuar como um indicador antecedente para os movimentos do IGMI-R, ainda que com defasagens temporais. No período entre 2020 e 2021, o INCC apresentou forte alta devido ao aumento dos custos de insumos e mão de obra no setor, pressionando os preços dos imóveis e contribuindo para a elevação do IGMI-R entre 2021 e 2022. Posteriormente, a desaceleração do INCC em 2022 e 2023 não resultou imediatamente em uma retração do IGMI-R, que manteve um crescimento moderado, refletindo a inércia dos preços residenciais e outros fatores como condições de financiamento e demanda. A recente retomada do INCC em 2024 sugere que novas pressões sobre os preços dos imóveis podem surgir, consolidando o papel do índice como um possível antecipador de tendências no mercado imobiliário.

O cenário atual reforça resiliência do setor imobiliário. Os preços dos aluguéis, medidos pelo Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR), estão desacelerando, a variação interanual média passou de 9,32% para 8,75%, em comparação ao Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), que avançou 13,77% no mesmo período.