CBIC

Presidente da Abecip participa de evento da CBIC/Secovi
Sobre o evento:

 Players do mercado imobiliário e Bacen discutem crédito em cenário positivo

A presidente da Abecip (Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário), Cristiane Portella, participou do evento ‘Crédito Imobiliário: juros baixos, mais negócios?’, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com apoio do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), que reuniu, em São Paulo, empresários da construção, agentes financeiros, advogados e analistas de investimento.

 

O evento, que contou com apresentações de diferentes players do mercado e do Banco Central, discutiu o potencial de expansão do crédito imobiliário nacional diante da perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com a inflação sob controle e juros básicos no menor patamar histórico.

 

Exemplo desse bom momento atual é que o volume de financiamentos habitacionais deve crescer 18% em 2020, após alta de 15% em 2019, segundo levantamento da Abecip. “O país tem a base e as oportunidades de mercado para aumentar o percentual de participação do crédito imobiliário no PIB, com alternativas de funding, como a Letra Imobiliária Garantida (LIG), e o crédito com garantia de imóvel, o home equity ou CGI. Temos que nos ambientar com as novas opções, pois podem faltar recursos para o financiamento com FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e poupança, cuja captação liquida está cada vez menor”, disse a presidente da associação, Cristiane Portella, durante abertura do painel Panorama Nacional.

 

No primeiro bloco do evento, ficou evidenciado pelos painelistas a necessidade de consumidores, empreendedores e financiadores que estão buscando novos modelos e fontes de financiamento para incorporação e aquisição de imóveis residenciais e comerciais em todo o país, a exemplo do crédito com garantia de imóvel.

 

“Em todas as economias estabilizadas, o mercado imobiliário tem papel fundamental e nós precisamos estar preparados, tornando as nossas empresas mais competitivas, entendendo que as coisas mudaram e que há muito a ser feito neste novo momento econômico”, destacou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

 

Para o superintendente executivo de negócios imobiliários do Santander e vice-presidente da Abecip, Paulo Duailibi, a forte dependência do mercado por fundos tradicionais, como a poupança e o FGTS, encontra no home equity ou CGI um novo produto de crédito para as famílias que, dando o seu imóvel como garantia, melhoram a capacidade de consumo e ajudam no crescimento do país. “É o crédito mais barato que existe, inclusive mais barato que o crédito consignado. Estamos falando de um mercado que ainda está distante do seu real potencial”.

Já o vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Jair Mahl, lembrou que a redução da taxa de juros nos últimos dois anos trouxe mais de 5 milhões de famílias para dentro do sistema de crédito e a expectativa é que em 2020 esse número aumente ainda mais. Ele destacou ainda que a concorrência entre os bancos e a entrada de fintechs e outros players estimulam muito o mercado.

Mudanças de marcos legais e regulatórios

Além das mudanças no cenário macroeconômico do Brasil, o diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso, citou em sua apresentação as alterações ocorridas no arcabouço regulatório legal e a entrada de investidores institucionais no mercado como alguns dos fatores responsáveis por atrair mais recursos para o setor. Ele também elencou a flexibilização das regras para aquisição de imóveis, a fim de permitir o uso de outras ferramentas para precificação dos bens. E definiu em 3 pontos a agenda do BC para o setor:

 

- O registro de recebíveis imobiliários, construído junto com CBIC e Abecip, para dar segurança e melhorar a oferta de crédito, principalmente para construtoras de menor porte;

 

- O processo de registro de imóveis, para promover celeridade, redução de custo e segurança jurídica, digitalização e diminuição de prazo; e

 

- O open banking, propiciando acesso aos dados que podem ser explorados pelas instituições financeiras com a autorização do cliente, para desenvolver novos negócios.

 

Encerrando o primeiro painel, o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, Celso Petrucci, lembrou que após a criação do Banco Nacional da Habitação (BNH) em 1964, foi o crédito imobiliário que propiciou a urbanização do Brasil e, por isso, ele vê como relevante a manutenção dos financiamentos tradicionais como recursos da caderneta de poupança e FGTS para desenvolver o mercado. “O juro futuro caiu mais de 40% nos últimos 20 meses. Além disso, o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) contratou 1,2 trilhão de reais na última década”, constatou.

 

 *Com informações da CBIC

Evento CBIC

Players do mercado imobiliário e Bacen discutem crédito em cenário positivo

 Players do mercado imobiliário e Bacen discutem crédito em cenário positivo

A presidente da Abecip (Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário), Cristiane Portella, participou do evento ‘Crédito Imobiliário: juros baixos, mais negócios?’, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com apoio do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), que reuniu, em São Paulo, empresários da construção, agentes financeiros, advogados e analistas de investimento.

 

O evento, que contou com apresentações de diferentes players do mercado e do Banco Central, discutiu o potencial de expansão do crédito imobiliário nacional diante da perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com a inflação sob controle e juros básicos no menor patamar histórico.

 

Exemplo desse bom momento atual é que o volume de financiamentos habitacionais deve crescer 18% em 2020, após alta de 15% em 2019, segundo levantamento da Abecip. “O país tem a base e as oportunidades de mercado para aumentar o percentual de participação do crédito imobiliário no PIB, com alternativas de funding, como a Letra Imobiliária Garantida (LIG), e o crédito com garantia de imóvel, o home equity ou CGI. Temos que nos ambientar com as novas opções, pois podem faltar recursos para o financiamento com FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e poupança, cuja captação liquida está cada vez menor”, disse a presidente da associação, Cristiane Portella, durante abertura do painel Panorama Nacional.

 

No primeiro bloco do evento, ficou evidenciado pelos painelistas a necessidade de consumidores, empreendedores e financiadores que estão buscando novos modelos e fontes de financiamento para incorporação e aquisição de imóveis residenciais e comerciais em todo o país, a exemplo do crédito com garantia de imóvel.

 

“Em todas as economias estabilizadas, o mercado imobiliário tem papel fundamental e nós precisamos estar preparados, tornando as nossas empresas mais competitivas, entendendo que as coisas mudaram e que há muito a ser feito neste novo momento econômico”, destacou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

 

Para o superintendente executivo de negócios imobiliários do Santander e vice-presidente da Abecip, Paulo Duailibi, a forte dependência do mercado por fundos tradicionais, como a poupança e o FGTS, encontra no home equity ou CGI um novo produto de crédito para as famílias que, dando o seu imóvel como garantia, melhoram a capacidade de consumo e ajudam no crescimento do país. “É o crédito mais barato que existe, inclusive mais barato que o crédito consignado. Estamos falando de um mercado que ainda está distante do seu real potencial”.

Já o vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Jair Mahl, lembrou que a redução da taxa de juros nos últimos dois anos trouxe mais de 5 milhões de famílias para dentro do sistema de crédito e a expectativa é que em 2020 esse número aumente ainda mais. Ele destacou ainda que a concorrência entre os bancos e a entrada de fintechs e outros players estimulam muito o mercado.

Mudanças de marcos legais e regulatórios

Além das mudanças no cenário macroeconômico do Brasil, o diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso, citou em sua apresentação as alterações ocorridas no arcabouço regulatório legal e a entrada de investidores institucionais no mercado como alguns dos fatores responsáveis por atrair mais recursos para o setor. Ele também elencou a flexibilização das regras para aquisição de imóveis, a fim de permitir o uso de outras ferramentas para precificação dos bens. E definiu em 3 pontos a agenda do BC para o setor:

 

- O registro de recebíveis imobiliários, construído junto com CBIC e Abecip, para dar segurança e melhorar a oferta de crédito, principalmente para construtoras de menor porte;

 

- O processo de registro de imóveis, para promover celeridade, redução de custo e segurança jurídica, digitalização e diminuição de prazo; e

 

- O open banking, propiciando acesso aos dados que podem ser explorados pelas instituições financeiras com a autorização do cliente, para desenvolver novos negócios.

 

Encerrando o primeiro painel, o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, Celso Petrucci, lembrou que após a criação do Banco Nacional da Habitação (BNH) em 1964, foi o crédito imobiliário que propiciou a urbanização do Brasil e, por isso, ele vê como relevante a manutenção dos financiamentos tradicionais como recursos da caderneta de poupança e FGTS para desenvolver o mercado. “O juro futuro caiu mais de 40% nos últimos 20 meses. Além disso, o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) contratou 1,2 trilhão de reais na última década”, constatou.

 

 *Com informações da CBIC

Players do mercado imobiliário e Bacen discutem crédito em cenário positivo

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