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Financiamento imobiliário da Caixa é recorde

(Valor Econômico 20/07 pág. C3)

A Caixa fechou o primeiro semestre com um volume recorde de R$ 34,1 bilhões em crédito imobiliário, em mais de 5,75 mil contratos. O volume é equivalente a um crescimento em valor de 95,1% ante o mesmo período de 2009, informou a instituição.
Segundo o vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda, do total liberado, R$ 16,48 bilhões foram destinados ao programa Minha Casa Minha Vida.
Ainda de acordo com o banco, o montante liberado no primeiro semestre superou todo o volume destinado a moradias no ano de 2008, quando foram emprestados R$ 23,3 bilhões.
Até o final deste ano, a Caixa estima que a aplicação de recursos em crédito imobiliário irá superar R$ 60 bilhões.
"O desempenho da Caixa em financiamento habitacional é compatível com o atual ciclo de desenvolvimento econômico e de inclusão social do país", disse a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.
No Estado de São Paulo, foram financiados no primeiro semestre 128.874 imóveis, ante 110.450 unidades em igual período no ano passado. Em termos de valores, houve uma elevação de 71,7% em São Paulo, passando de R$ 5,3 bilhões no primeiro semestre de 2009 para R$ 9,1 bilhões na primeira metade deste ano.
Segundo a Caixa, se este ritmo for mantido, até o final do ano o volume de financiamentos habitacionais em São Paulo ultrapassará os R$ 12 bilhões registrados em 2009.
Os sucessivos recordes do crédito habitacional estão levando a Caixa a procurar fontes alternativas de financiamento, além dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da caderneta de poupança. "Temos mais uns três anos para conseguir equacionar essa questão", disse Hereda.
Por lei, os bancos são obrigados a destinar 65% dos depósitos em poupança para o crédito habitacional, mas há o temor de que o crescimento da caderneta de poupança não acompanhe o dos empréstimos nesse setor.
Até dezembro, a Caixa deve fazer a emissão do primeiro pacote de securitização de sua carteira de crédito. A estimativa inicial de R$ 500 milhões para o CRI (Certificado de Recebível Imobiliário), "para testar o mercado" neste ano, nas palavras de Hereda, está sendo reavaliada.
De acordo com o executivo, R$ 20 bilhões já estariam prontos para a securitização. Mas ele não detalhou quais contratos ocupariam a maior parte da emissão. "Haverá um mix", disse, referindo-se a empréstimos antigos e novos, com taxas de juros diversificadas, de acordo com a época da assinatura do contrato.


 
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